Deve ser dificil para um garoto de 10 anos subir e descer escadas.
Então ele subiu, ou eu mesmo. O medo de se prender em algo veio da infância e enfrentar elevadores tem sido dificil até então, até hoje, alias.
O primeiro andar foi facil, 30 escadas correndo, pulando a cada dois e, as vezes, tres degraus (ou "degrais", como eu falava enquanto corria subindo).
As proximas sessenta foram faceis também, mas demoraram um pouco mais em relação a anterior. E assim foi, num grafico continuo, diminuindo o ritmo a cada degrau rumo ao topo, mas o objetivo estava longe de se alcançar. Então olhou pra cima, o coração disparou e a segurança (ou o segurança, nunca soube se era homem ou mulher) não estava ali onde sempre fica.
A porta estava entreaberta, ou pelo menos destrancada e, enfim, havia decidido enfrentar o meu maior medo até então, a altura!
A sensação de estar no topo do mundo deve ser a mesma, pensei. E o vento que batia forte, levava o coração ao delirio de se experimentar o gosto de ceu que ele trazia, junto com o cheiro de mar que imaginava ser uma boa combinação.
Depois desse dia eu jurei ser livre a vida toda...
sábado, 21 de janeiro de 2012
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Silêncio
Posso chorar desde que não me cale.
Posso sorrir desde que meus olhos brilhem.
Posso me emocionar desde que meu coração esteja junto.
A violência causa silêncio...
O que está pensando?
É apenas mais um.
O que está pensando?
Eles estão chorando.
O que está pensando?
Estão lutando.
A quem estamos enganando?
Posso te entender desde que finja estar comigo.
Posso te iluminar desde que esteja verdadeiro.
Posso te surpreender desde que se decepcione.
O que está pensando?
Não se poderia vê-los viver.
Posso te fazer pensar desde que seja livre.
Posso te enlouquecer desde que se torne realidade.
O que está pensando?
O que está pensando?
A quem estamos enganando?
O que está pensando?
A quem estamos enganando?
Posso te orgulhar desde que olhe ao redor.
Posso te matar desde que não saiba reagir.
Posso te respeitar desde que não tire minha garra.
A que estamos enganando?
O que está pensando?
MSD
Posso sorrir desde que meus olhos brilhem.
Posso me emocionar desde que meu coração esteja junto.
A violência causa silêncio...
O que está pensando?
É apenas mais um.
O que está pensando?
Eles estão chorando.
O que está pensando?
Estão lutando.
A quem estamos enganando?
Posso te entender desde que finja estar comigo.
Posso te iluminar desde que esteja verdadeiro.
Posso te surpreender desde que se decepcione.
O que está pensando?
Não se poderia vê-los viver.
Posso te fazer pensar desde que seja livre.
Posso te enlouquecer desde que se torne realidade.
O que está pensando?
O que está pensando?
A quem estamos enganando?
O que está pensando?
A quem estamos enganando?
Posso te orgulhar desde que olhe ao redor.
Posso te matar desde que não saiba reagir.
Posso te respeitar desde que não tire minha garra.
A que estamos enganando?
O que está pensando?
MSD
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Corações avulsos
Eram dois da mais pura beleza e pureza que só a nobreza dos olhos claros podiam oferecer. Eram claros, límpidos. Mas não eram transparentes, porque afinal de contas, ninguem é mesmo.
Era apenas mais um casal bonito,
sei disto por que os vi num dia de chuva,
um casal bonito...
Só sei disto porque os vi num dia de chuva e frio e apenas isso
E me fui...
Era apenas mais um casal bonito,
sei disto por que os vi num dia de chuva,
um casal bonito...
Só sei disto porque os vi num dia de chuva e frio e apenas isso
E me fui...
Penny...
Com o entusiasmo em suas mãos ela sorri, e assim que abre suas mãos, o sol volta ao seu lugar no céu para clarear o dia e refletir no lago a felicidade das relações internacionais que dominam o mundo das fantasias de todos nós. Assim como uma canção longinqua de um tempo não tão distante mas ainda se faz presente graças a nostalgia de todo dia que nós, meros mortais, saudamos o sol com alegria nos olhos e a completa felicidade humana.
Penny lane or penny lake...
She`s anyway, somewere, somebody tell me please.
Penny lane or penny lake...
She`s anyway, somewere, somebody tell me please.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
A ultima viagem
Era pela distancia que diminua a cada dia que eu pedalava mais um pouco. Quando eu vi, estava num lugar tão longe, que eu demoraria o mesmo tempo que o sol demoraria para atressar o céu de ponta a ponta. Eu chegaria a noite em casa e a minha bicicleta seria confiscada pelos pais que não entenderiam muito bem o fato de o filho mais novo estar se aventurando cada vez mais longe em bairros vizinhos.
Depois desse dia eu perderia a minha bicicleta pra sempre...
Depois desse dia eu perderia a minha bicicleta pra sempre...
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Cloreta Só
Vomitaram em seu corpo, durante o sono, todo aquele vinho torpe e azedo do qual eu também bebera. E eu ainda a escutaria gritando e chorando na sala de vidro, tentando, provavelmente se livrar daquele vinagre no corpo. Eu não imaginaria que ela, justamente ela, teria apagado da memória o gosto daquele tinto vinho.
O vinho, que agora não passava de vinagre azedo batido pelos estômagos de todos os que acusavam-na em seu aniversário, sofria e esvaiando-se-ia junto com o lodo de palavras amanhecidas, enquanto descia pela pia.
E assim o vinagre, que era vinho tinto, se transformou em água salgada!
O vinho, que agora não passava de vinagre azedo batido pelos estômagos de todos os que acusavam-na em seu aniversário, sofria e esvaiando-se-ia junto com o lodo de palavras amanhecidas, enquanto descia pela pia.
E assim o vinagre, que era vinho tinto, se transformou em água salgada!
Vontade...
Tenho vontades de um monstro!
Um monstro que devora vontades assim como as vontades que nos devoram...
Eu lembro quando a minha poesia era marcada e regrada de acordo com a estética predominante, não fazendo questão do conteudo como forma da expressão. As formas usadas eram rimas e linhas contabilizadas em ordem e não palavras pesadas de solidão...
Um monstro que devora vontades assim como as vontades que nos devoram...
Eu lembro quando a minha poesia era marcada e regrada de acordo com a estética predominante, não fazendo questão do conteudo como forma da expressão. As formas usadas eram rimas e linhas contabilizadas em ordem e não palavras pesadas de solidão...
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Uma Ação Conveniente...
Sempre que vou àquele posto, saio de lá abastecido de pequenas historias ou de verdadeiras figuras, que poderiam ser, praticamente, personagens de ficções ou romances. Enfim, pois não foi o posto desta vez, foi a loja de conveniencia do posto que aquela mãe entrou com o filho e algumas sacolas, enquanto eu folheava algumas revistas na seção especifica.
A mãe, segurando-o pelos dois braços, ordenou, com muita agressividade, que o menino ficasse esperando ela ali na porta enquanto ia fazer alguma coisa (que eu não ouvi pois, bem enssa hora, vi uma mulher conhecida de lingerie na revista). Mas me chamou a atenção a agressividade e o jeito hostil da mãe falar com o menino. Mais um pouco e ela arranca o seu braço!
Olhamos pro menino (o Claudio sempre está comigo na conveniencia), e ele, num misto de espanto e meio sem jeito, sorriu pra nós e disse: "É normal! Já estou acostumado com isso!".
Mas não devia estar! Eu disse de prontidão ao garoto que parecia achar aquele ato comum aos olhos dele.
A mãe, nessa hora, estava conversando com o frentista do posto lá fora e não viu a nossa abordagem ao menino, e nem viu a nossa indignação diante de uma situação dessas.
Pagamos nosso café, (o Claudio pagou né, ele sempre faz isso por mim, ainda bem, rsrsrs) e o Claudio pegou um chocolate no caixa e jogou para o menino.
O menino agarrou o chocolate com um sorriso e olhou. Olhou pra mãe lá fora, pelo vidro, olhou pro Claudio, pra mim. Fez cara de dúvida pro chocolate e por fim nos olhou com um sorriso nos agradecendo.
_ Agora esconde senão dá problema pra você - disse Claudio.
A moça do caixa riu, e o menino, confuso, ficou estatico com o chocolate na mão. E não fique acostumado! disse, ainda, antes de sair da conveniencia logo em seguida com a revista na mão. Depois ainda olhei pra tras e o menino estava de cabeça baixa ouvindo os gritos da mãe que falava muito.
Mas as suas mãos estavam no bolso...
A mãe, segurando-o pelos dois braços, ordenou, com muita agressividade, que o menino ficasse esperando ela ali na porta enquanto ia fazer alguma coisa (que eu não ouvi pois, bem enssa hora, vi uma mulher conhecida de lingerie na revista). Mas me chamou a atenção a agressividade e o jeito hostil da mãe falar com o menino. Mais um pouco e ela arranca o seu braço!
Olhamos pro menino (o Claudio sempre está comigo na conveniencia), e ele, num misto de espanto e meio sem jeito, sorriu pra nós e disse: "É normal! Já estou acostumado com isso!".
Mas não devia estar! Eu disse de prontidão ao garoto que parecia achar aquele ato comum aos olhos dele.
A mãe, nessa hora, estava conversando com o frentista do posto lá fora e não viu a nossa abordagem ao menino, e nem viu a nossa indignação diante de uma situação dessas.
Pagamos nosso café, (o Claudio pagou né, ele sempre faz isso por mim, ainda bem, rsrsrs) e o Claudio pegou um chocolate no caixa e jogou para o menino.
O menino agarrou o chocolate com um sorriso e olhou. Olhou pra mãe lá fora, pelo vidro, olhou pro Claudio, pra mim. Fez cara de dúvida pro chocolate e por fim nos olhou com um sorriso nos agradecendo.
_ Agora esconde senão dá problema pra você - disse Claudio.
A moça do caixa riu, e o menino, confuso, ficou estatico com o chocolate na mão. E não fique acostumado! disse, ainda, antes de sair da conveniencia logo em seguida com a revista na mão. Depois ainda olhei pra tras e o menino estava de cabeça baixa ouvindo os gritos da mãe que falava muito.
Mas as suas mãos estavam no bolso...
sábado, 6 de agosto de 2011
Desespero
Vê-la caída, também me fez cair...
Seus olhos não eram de revolta, nem cansaço nem de raiva. Alias, a sua raiva era de decepção. Após chegar no limite da decepção veio a raiva e a explodiu, e depois, caiu.
Sua mágoa encheram meus olhos de pranto e compaixão...
Gostaria de ser mais forte e confortá-la em meus braços como ela sempre fez comigo sempre que precisei, mas não, fiquei olhando-a apenas, como um filho perdido que não sabe o que fazer por nunca ter visto sua mãe chorar.
Fiquei olhando apenas...
Seus olhos não eram de revolta, nem cansaço nem de raiva. Alias, a sua raiva era de decepção. Após chegar no limite da decepção veio a raiva e a explodiu, e depois, caiu.
Sua mágoa encheram meus olhos de pranto e compaixão...
Gostaria de ser mais forte e confortá-la em meus braços como ela sempre fez comigo sempre que precisei, mas não, fiquei olhando-a apenas, como um filho perdido que não sabe o que fazer por nunca ter visto sua mãe chorar.
Fiquei olhando apenas...
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Não sei se deveria me importar.
Eu não entendo as peças da vida. Eu não entendo. Não sei se não presto atenção ou se pouco me importo. Talvez deveria me importar mais...
E o tempo? O tempo me deixaria me importar? Me daria espaço pra talvez expor?
Acho que nao presto atenção em tudo. E nem sei porquê.
A gente se prende a tantas coisas, a gente dá importancia à coisa pouca. Não sei ao certo o que deveriamos.
Deveriamos correr por ai sem se importar? E fazer viver. Fazer transbordar a desimportancia?
Devemos mesmo nos importar?
E o tempo? O tempo me deixaria me importar? Me daria espaço pra talvez expor?
Acho que nao presto atenção em tudo. E nem sei porquê.
A gente se prende a tantas coisas, a gente dá importancia à coisa pouca. Não sei ao certo o que deveriamos.
Deveriamos correr por ai sem se importar? E fazer viver. Fazer transbordar a desimportancia?
Devemos mesmo nos importar?
No escuro às claras...
A madrugada custou a passar. As noites são mais claras e os olhos, que parecem pesados de dia, não fecha. As poucas horas de sono são sem sonho!!!
quarta-feira, 13 de julho de 2011
De cima
Pois quem não ver, não vai...
Na rua, um casal passa atravessando e olhando para a direita.
Na praça, ha um casal de pombinhos namorando e, sentado num banco, um velho senhor joga algumas migalhas para um bando de pombos, que não parecem estar muito afim de namoro.
Na banca de jornais eu não vejo nada porque da janela eu fico vendo apenas o banco onde uma criança toma sorvete.
E assim a tarde ia, enquanto aguardo para voltar logo menos!
Na rua, um casal passa atravessando e olhando para a direita.
Na praça, ha um casal de pombinhos namorando e, sentado num banco, um velho senhor joga algumas migalhas para um bando de pombos, que não parecem estar muito afim de namoro.
Na banca de jornais eu não vejo nada porque da janela eu fico vendo apenas o banco onde uma criança toma sorvete.
E assim a tarde ia, enquanto aguardo para voltar logo menos!
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Ventos que Passam e que vão Ficar...
A sensação de andar no desconhecido, apesar de incomoda, nos encoraja a andar sempre mais e descobrir novos ventos a nossa frente, como se a liberdade pudesse ser alcançada nos próximos passos.
Aprender a dominar o corpo e domar com responsabilidade as suas atitudes, são alguns, dos desafios mais importantes ao longo de uma vida (pelo menos para a minha de agora em diante).
Agradeço SEMPRE!
Agradeço sempre que me tiram o chão e a minha segurança (e se ninguém o fizer, eu mesmo tenho que fazer). Aprendi que a zona de conforto é um ambiente perigoso habitado pelas sensações de estabilidade. Os grandes poetas e pensadores do mundo já viveram, e muito bem (dependendo de como se vê isso), sem a falsa e ilusória segurança - segurança esta, que, nos ilude e inunda a gente de comodismo- e agora chegou (ou chegará) a vez de nós, pessoas comuns, a buscar em si as nossas verdadeiras identidades e mudar, sempre que for preciso, para resgatar nós mesmos de uma vida acomodada!
Aprender a dominar o corpo e domar com responsabilidade as suas atitudes, são alguns, dos desafios mais importantes ao longo de uma vida (pelo menos para a minha de agora em diante).
Agradeço SEMPRE!
Agradeço sempre que me tiram o chão e a minha segurança (e se ninguém o fizer, eu mesmo tenho que fazer). Aprendi que a zona de conforto é um ambiente perigoso habitado pelas sensações de estabilidade. Os grandes poetas e pensadores do mundo já viveram, e muito bem (dependendo de como se vê isso), sem a falsa e ilusória segurança - segurança esta, que, nos ilude e inunda a gente de comodismo- e agora chegou (ou chegará) a vez de nós, pessoas comuns, a buscar em si as nossas verdadeiras identidades e mudar, sempre que for preciso, para resgatar nós mesmos de uma vida acomodada!
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Neblina
Quando se vem de uma cidade, onde tudo é imatuvel, até o caos é sempre o mesmo, disse o menino olhando-a nos olhos. Ou pelo menos imaginando, já que nem ele mesmo existia.
A bailarina entendeu e disse que só o havia alertado sobre voar...
Mas você escolhe o mundo que deseja viver, talvez por isso você seja tão imutavel nas coisas desta cidade. E pensou que as coisas sempre mudam e continuam as mesmas.
E desaparendo em meio à neblina ainda disse,
O caminho aparece conforme você segue, e muda, conforme você muda...
O menino mudou seus passos e caminhou até cansar-lhe as pernas, talvez na esperança de mudar o seu destino. Ou a si mesmo!
A bailarina entendeu e disse que só o havia alertado sobre voar...
Mas você escolhe o mundo que deseja viver, talvez por isso você seja tão imutavel nas coisas desta cidade. E pensou que as coisas sempre mudam e continuam as mesmas.
E desaparendo em meio à neblina ainda disse,
O caminho aparece conforme você segue, e muda, conforme você muda...
O menino mudou seus passos e caminhou até cansar-lhe as pernas, talvez na esperança de mudar o seu destino. Ou a si mesmo!
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Mundo de Reis
Em casco me escondo das angustias e tristezas.
Queria eu que todos pudessem ver a alegria da simplicidade.
Ter os sabores do mundo melhor.
Onde se prenderam os valores?
Serei eu de uma complexidade sentimental incalculavel!?
Ou de uma estranheza profunda!?
Onde se pode chegar? Como se pode fazer enxergar?
São tantos questinamentos isolados na lastimavel ganancia...
Os sentimentos e a bondade se esquecem em um mundo de reis...
Queria eu que todos pudessem ver a alegria da simplicidade.
Ter os sabores do mundo melhor.
Onde se prenderam os valores?
Serei eu de uma complexidade sentimental incalculavel!?
Ou de uma estranheza profunda!?
Onde se pode chegar? Como se pode fazer enxergar?
São tantos questinamentos isolados na lastimavel ganancia...
Os sentimentos e a bondade se esquecem em um mundo de reis...
quinta-feira, 19 de maio de 2011
A inspiração vem de onde?
Quantas folhas... Quantos papeis com meus rascunhos foram jogados ao lixo por puro desencanto!
quarta-feira, 11 de maio de 2011
A Minha busca...
Tento entender tudo isso, eu juro que tento entender mas não consigo...
Busca por memorias, conceitos e paz. Eu juro, era tudo o que eu queria!!!
Estou numa busca pessoal para tentar entender o motivo das relações humanas estarem caídas, desfalecidas e falidas... E olha que não precisa de provas, apenas observo e vejo o movimento lá embaixo, enquanto as pessoas passam. Enquanto isso, vejo no que se transformam tudo que era bom, tudo que era bonito, numa simples bola de neve de inutilidade, futilidade e ignorancia.
Rezo por dias melhores e por vidas melhores...
Busca por memorias, conceitos e paz. Eu juro, era tudo o que eu queria!!!
Estou numa busca pessoal para tentar entender o motivo das relações humanas estarem caídas, desfalecidas e falidas... E olha que não precisa de provas, apenas observo e vejo o movimento lá embaixo, enquanto as pessoas passam. Enquanto isso, vejo no que se transformam tudo que era bom, tudo que era bonito, numa simples bola de neve de inutilidade, futilidade e ignorancia.
Rezo por dias melhores e por vidas melhores...
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Cena (Expressão)
Você entende¿
Nos meus sonhos nos ainda gritamos por vida...
Eram três e mais uma garota. Andavam de bicicleta no subúrbio ao som de uma música.
A rebeldia aparente era canalizada nas paixões alegres, e não nas tragédias da vida que todo mundo vive, eram simples.
Jovens simples aprendendo lições antigas e coisas do passado como andar de bicicleta e interagir com o ambiente que EXISTIA ao redor...
Sim eu sei que é estranho, mas era assim mesmo que eles enxergavam as coisas na rua...
Coisas concretas que exalavam cheiros e aguçavam o tato e todos os outros sentidos que vão além da visão! Era assim, aquela garota trazia consigo um violão e parava nas calçadas cantando músicas que incentivavam o fazer e o mudar das coisas – mas só se tiver mesmo vontade, e não porque você viu. Ganharam até algumas moedas... Os jovens riam alto, e isso assustava as pessoas que sempre ignoravam a presença do outro. E incomodava, não pelo fato de ser algo novo, mas por ser invasivo.
Aquilo perfurava a bolha individual que recobre nosso espaço-corpo, que só existe para a possibilidade de uma vida segura.
Eles enxergavam o que viam – e além do mais!
Eu que os observava de longe, gritando.
ELES OLHARAM NOS MEUS OLHOS!!!
Acordei e era apenas um sonho, um pesadelo...
Você entende¿!
Nos meus sonhos nos ainda gritamos por vida...
Eram três e mais uma garota. Andavam de bicicleta no subúrbio ao som de uma música.
A rebeldia aparente era canalizada nas paixões alegres, e não nas tragédias da vida que todo mundo vive, eram simples.
Jovens simples aprendendo lições antigas e coisas do passado como andar de bicicleta e interagir com o ambiente que EXISTIA ao redor...
Sim eu sei que é estranho, mas era assim mesmo que eles enxergavam as coisas na rua...
Coisas concretas que exalavam cheiros e aguçavam o tato e todos os outros sentidos que vão além da visão! Era assim, aquela garota trazia consigo um violão e parava nas calçadas cantando músicas que incentivavam o fazer e o mudar das coisas – mas só se tiver mesmo vontade, e não porque você viu. Ganharam até algumas moedas... Os jovens riam alto, e isso assustava as pessoas que sempre ignoravam a presença do outro. E incomodava, não pelo fato de ser algo novo, mas por ser invasivo.
Aquilo perfurava a bolha individual que recobre nosso espaço-corpo, que só existe para a possibilidade de uma vida segura.
Eles enxergavam o que viam – e além do mais!
Eu que os observava de longe, gritando.
ELES OLHARAM NOS MEUS OLHOS!!!
Acordei e era apenas um sonho, um pesadelo...
Você entende¿!
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