quarta-feira, 23 de junho de 2010

Uma arvore que dava pedras!

Feito pelas mãos de uma criança, que fora colocando todas as pedras em torno de um graveto fincado no chão...E no topo a ultima, que insistia em não cair nunca, a não ser que chova pedras!

Como chama essa? Pedrita! E essa? Pedrosa. Essa, Aquela? Pedregulha, Rocheda, Onix e Pomes, mas pode ser que tenha o nome da sua mãe!

Quantas existem?
Pedras? Tem todos os nomes possiveis... Mas nós não vamos contar todas as pedras, vamos?
Conte os nomes então!
Tá, Marcos, Antonio, Yolanda... fim...
Acabaram as pedras?
Não, os nomes!

Catalogar e dar nomes a todas as pedras do quintal...

Di.Visão!

Os pombos são os donos da praça, de todas. O semaforo deixa passar os que esperam impacientes... Buzinas, motores e fumaça, a musica do centro em torno da praça. Oposte é disputado por duas bikes de donos que dispútam um lugar na praça...
Disputam cigarros, pombos, postos...

Um casal de falsos louros tingidos disputam algo. Ele demonstra liberdade...

Não existem tantos carros coloridos dividindo com os chatos. Vi um amarelo, mas foi ontem. De colorido aqui só o onibus!

Madrugada...

A madrugada é fria, gelada, o nariz escorre.

Fogo...

Somos expostos e postos ridiculamente ao ridiculo, mas as verdades tambem aparecem e as mascaras caem uma a uma... Aprendemos a nos aceitar como somos de verdade!!!

Estamos nus...

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Um dia Atipico...

Realmente na praça existem figuras interessantes, e naquele dia atípico o dia começou maravilhosamente bem.
Domingo, começo de tarde, mas, pra mim ainda parecia de manhã porque tinha acabado de acordar, mal tinha durmido e já estava lá de pé, pronto para mais um dia de cultura. E dessa vez fomos na praça ver a banda mais antiga da cidade, coisa rara. E eu achando que só tocariam marchinhas e coisas de velhos. Mas que nada, tocaram de tudo um pouco, de marchinha a mpb, e eu estava adorando.

Quem tava gostando mesmo, eram as senhoras que estavam em volta da banda, algumas crianças brincavam e corriam pela praça, faziam de uma arquitetura da cidade um escorregador, apenas duas estavam quietas de frente para a banda. Um grupo de jovens jornalistas me escolheram pra falar um pouco do evento, eu fui meio timido. Uma senhora sentada de saia deixava a mostra os joelhos com marca de reza, provavelmente no milho, ou em tachinhas quando infante. Uma mulher com DOWN e um bebado. Eram os unicos que dançavam despreocupadamente, se deixando levar pela musica gostosa que soava em nossos ouvidos em tons uníssonos, perfeitos. E o bebado pernambucano, era o rei da praça, fazia piadas e alegrava a todos no tempo certo, nos intervalos de cada musica e sem atrapalhar a banda e o espetaculo oferecido de graça. E a inocencia da mulher com DOWN me chamou a atenção.

Meus olhos nao sabiam pra onde olhar, era tanta coisa ao mesmo tempo que entrei numa especie de transe.

Todos os humanos deveriam ter aquela inocencia, pelo menos pra se divertir com a musica e com uma coisa tao simples e unica que é a arte. O bebado tambem tinha, mas era artificial, mesmo sendo bonita também...

Dizem que a bebida dá coragem e alegria aos sofredores...

Fiquei maravilhado com aquela tarde magica!

Nostalgia... 16!

Voltar a infacia?
não, vamos voltar aos 16!

Quem sabe, bom, posso voltar a fazer tudo aquilo de novo por um dia?

O resultado pode ser um desastre

Faz assim: não acenda nada ilegal e já está otimo.

Beber pode?
Claro, mas lembre-se: só por um dia viu!

Fim da noite e o resultado:
16 coisas legais...

1 olho roxo, 3 cervejas, 4 derivados, 2 horas pulando muito, 1 hora morrendo, duas pernas com caimbras, uma garganta quase sem voz, uma garota que sumiu do nada e outra que apareceu do nada...

ah, os 16!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Suspiro ( de Celso)

Em certos dias, acontecem coisas inesperadas...

Eu juro que eu não estou acreditando até agora, é como se me abrissem o peito e colocassem um monte de coisas boas em um só dia, ou melhor, em apenas algumas horas. Se não, minutos!

A começar pelas fotos que estavam ridículas e muito engraçadas, depois com a reunião dos palhacinhos que estavam juntos semana passada. Depois com um presente que fiz em homenagem ao Casarão (dois post abaixo deste), imprimi e li pra todos ouvirem, acho que todos gostaram. Ainda tinha aquela garota que resolveu aparecer de novo, e agora toda semana.

Mas como sempre, o melhor sempre vem no final...

Aquela cantora, também resolveu aparecer por lá, e eu lembro que ela viu as fotos do Estopim na praça com a bola nos pés brincando de fazer gols não sei aonde, e disse que tinha um presente pra mim...

Sinceramente, eu tinha que colocar aqui, agora sem assumir personagem nenhum, agora sou eu mesmo - o Celso.

E o presente também era pra mim, e eu gostei. Gostei não, apenas me arrancou os ultimos suspiros de um menino que ainda sonha e brinca aqui dentro, o menino palhaço, com a sua bola nós pés, que brinca com a mesma facilidade com o que abraça a vida...

O menino palhaço ainda sonha dentro de mim, assim como todos os personagens que escreveram aqui até hoje!! Por que todos eles são uma parte de Celso!

terça-feira, 4 de maio de 2010

Ela (em inglês)...

Eu não sei porque, mas toda vez que vejo ELA... Ou chove ou faz frio, eu estou sempre de branco (coincidencia?) e ela está de ressaca!!!

domingo, 2 de maio de 2010

Um espaço alternativo ou uma alternativa de espaço?

Tudo corria bem naquela quarta a noite... Vivenciamos uma grande historia, ouvindo-a de olhos vendados e bocas abertas. Prestando muita atenção.

Após todos se descontrairem, de novo, e voltarmos ao clima acolhedor de um bom casarão antigo, eis que surge um ideia. Bem que poderiamos cantar no banheiro, não acha? Ela nao concordou. Achou estranho, afinal, não era todo dia que ela recebia um convite daqueles, eu ri e perguntei de novo. Ela me olhou com uma cara de quem nao entendia nada, até que o morador daquela casa concordou e recomendou a cantoria no banheiro. Disse que todos os cantores que vão lá (tá, não sao muitos, mas sempre tem sim)se amarram na acustica do banheiro.

Não titubeei e puxei-a pra dentro do banheiro...

E começamos a cantar o pascaligudum, pascaligudum pas escaligudum.
E todos ali presentes foram entrando com seus batuques corporais, vozes ou sons improvisados e acabamos por fazer uma coisa interessante: reunir 7 pessoas dentro de um banheiro... A pura arte, verdadeira e unica!

Quando acabou a canção, emendamos mais uma, mais uma e mais... opa! Tá na hora de fazer algo diferente, que tal um SARAU pessoal? Pode ser, claro, seria otimo! Boa pedida...

Contamos piadas, alias o fogo contou. Piada sem graça ainda por cima. Malabares, uma ciranda com o rito das aguas do mar, sapateado, improviso e frevo... ufa quanta coisa.

Mas ainda faltava algo (meu solo?). Ah sim, vamos fazer uma poesia conjunta? Sim claro, boa pedida, mas espera ai, ainda falta algo! Serio? Exato.

O problema desses eventos é que ninguem pode usar o banheiro na devida forma, simples e pura. Preciso usar galera, por favor queiram me desculpar mas o SARAU vai acabar mais cedo por motivos intestinais...

Merda pra vocês!!!

Ferias! (Entre Terras Distantes IV)

As férias pareciam que ia durar para sempre. Após um mes, ele estava de volta a sua rotina habitual, levantar cedo, tomar um rapido café e sair as pressas ao trabalho. Depois quem sabe o jornal o aceite de volta, afinal, a escrita sempre fora sua paixão, e os próprios redatores de lá adimitiam que cássio era o único escritor a conseguir unir, sua paixão com a imparcialidade que uma redação nescessita. Geralmente, os idealistas não são imparciais. E os imparciais são frios... Demais.

Tudo voltou ao normal após as turbulencias das ferias!!!

Vivera um amor em todos os seus dias de viajem, que esqueceu, até mesmo, de sua paixão pela escrita. Abandonou a caneta, brigou com o papel, xingou todas as palavras em ordem numérica e todos os numeros em ordem alfabetica. Estava são, porém, fora de si.

E então começou, de uma hora para outra, a escrever em terceira pessoa...

Estava fora de si... Literalmente

domingo, 28 de março de 2010

Palavras de um alemão pessimista

Para viver sozinho, é preciso ser um animal ou um deus.
Ou pode ser também que seja um filho seu?
Ser sábio é ser perfeito?
A sabedoria traz o limite do conhecimento...

O homem é um erro de Deus?
Ou Deus um erro do homem?
Você é mesmo diferente?
Ou segue os mais fortes?

O que não me mata torna-me mais forte.
Feridas de guerras não trazem a morte...
A verdade é um atentado ao pudor
Ninguém a ouve fingindo não ver...

Que nessa vida ninguém vai saber
O que é real... o que você vê...
Tudo aqui é real
Só o mundo que não é...

Desconfio dos sistemáticos e me afasto de seus caminhos.
A vontade de sistema é uma falta retidão.
Há um ódio à mentira que nasce de uma ilusão
Há um ódio à covardia que nasce da ascensão.

O homem é um erro de Deus?
Ou Deus um erro do homem?
Você é mesmo diferente?
Ou segue os mais fortes?

Vivemos pra poder morrer (?)

Quero morrer num orgasmo para poder me entender
Juntar os seus pedaços que me convencem a dizer
O que você quer de mim
VIVEMOS PRA PODER MORRER

A boas novas vão chegar os dias não vão mais voltar
Ou quem sabe vamos dizer que vencemos
E quando o dia terminar vamos dormir e então sonhar
Depois dizer se nos conhecemos
E nada irá me abalar e nem ao menos os seus ideais
Que não pode mais persuadir
E quando o dia amanhecer vamos ler todos jornais
Com as coisas mais banais de se ouvir

E há aqueles que o digam
Que vão por que está frio
Mas não está!
E há aqueles que zombam
Zombam de quem não viu
Se libertar!

Vendemos liberdade para quem quiser comprar
E não há nada que me faça acreditar
Quem quiser sorrir... Dê dinheiro em minhas mãos
E não há nada que não tenha que pagar
VIVEMOS PRA QUÊ?
Se temos que continuar e pelas cinzas vamos nos encontrar
Encontrar por que?
Uma solução para viver se depois vamos falhar...

A morte e a glória

Dizem que a morte não é o fim
Mas ninguém sabe se é mesmo assim

Algumas pessoas são
Ingratas por estarem vivas
E ficam brincando de sofrer
Mas olha só, ninguém acredita!

E ainda dizem que se matar é legal
Mas elas não sabem que também não estão vivas
E ficam dizendo que tudo aqui é banal
E ficam esperando energias positivas
Pobre dos homens que só sabem se humilhar
Seu pessimismo chama crítica construtiva
E só de pensar que você quer se governar
Tudo apenas pela glória?

Faça valer a pena!!!

Hoje estamos bem porque não sabemos do final
E achamos que tudo vai durar pra sempre
Hoje estou bem porque não sei se tudo é sempre igual
E eu não sei mais o que se passa em minha mente

Mas viva o agora hoje
Não perca tempo com coisas vãs
Que o passado já se foi
Será um novo dia a cada manhã

Não fique só recordando
Ninguém vive de ilusão
Não fique apenas esperando
Sua vida te dar a mão
Não siga todas as regras
Elas foram feitas para quebrar
Não viva sobre duas rédeas
E não espere ninguém te segurar

Boas Maneiras

Seu pai sempre falou pra ser um bom menino
Mesmo que isto lhe custasse sua vida
Seu pai falou de suas histórias como professor
Também falou de sua vida sofrida
Seu um filho um prodígio e seu pai seu protetor
Ele só ia da casa pra escola
Todos falavam que seu filho era o melhor
Só que ele não sabia do que ia acontecer

Na sua infância sempre teve que se comportar
Livros e livros tinha que estudar
Não podia nem se mexer também não podia falar
Boas maneiras tinha que mostrar
E na escola o seu pai um dia ouviu dizer
“O melhor amigo de seu filho é você”
Todo o esforço de José, pai protetor.
Que não queria ver o seu filho chorar

Depois de um tempo ele cresceu e já queria se rebelar
Contra aquele mundo que só fez ele chorar
Quando seu pai morreu depois de tanto se orgulhar
Pena que isso só fez ele mudar

18 anos e sozinho na vida
Ele não queria mais estudar
De saco cheio pro mundo que só lhe dava dor
Resolveu se entregar...Até quando agüentar...Resolveu então vagar pelo mundo!!!

sexta-feira, 26 de março de 2010

Entre terras distantes III...

(Ele chegando de viajem)

Chegando ao Hotel Plaza, não pela primeira vez.
As lembranças invadem o quarto assim como um amor repentino, uma paixão casual. Seu rosto é a unica prova de suas lembranças e daquela cidade que parecia estar perdido, mas era lá que ele se encontrava. Com uma busca de viver o escrito no livro, em que é autor (e profeta) da própria estória, e desilusão!
Na mesa, está uma garrafa de café velho e um queijo fedorento com uma faca suja ou mau lavada... Tudo parece esta do mesmo jeito, como quando voltou pra São Paulo. É como se ele tivesse duas vidas em um só corpo, porém, em dois lugares diferentes. E uma, pausa e deixa tudo intacto à espera do seu turno pra poder viver novamente.
Mas em casa, ele sabia que, sua esposa o aguardava ansiosamente de braços abertos. Ou pernas, enfim. Era uma relação comum e carnal apenas, não havia juras nem delícias. A frieza como ela o deixava ser conduzida por ele, era desencantador.
Ele queria mais simplicidade, compaixão... Sensibilidade!

Queria o seu sol... Outra vez!!!

Estopim!

Então ele me disse:
_ Mas eu não quero morrer!!
_ E quem disse que vai?! Só preciso de um tempo pra cuidar um pouco mais de mim...
_ Mas eu também sou você!!
_ Não desde o começo.
_ No começo nem você sabia o que era...
_ Eu era eu, e pronto!
_ Mas e amanhã?
_ Amanhã você entra comigo pela ultima vez. Depois disso, estará livre para ser o que quiser.
_ Mas eu não quero estar livre, não saberia o que fazer se estivesse mesmo, eu preciso de você, do seu corpo...
_ Precisa de mim ou do meu corpo?
_ Do seu corpo... Você é que precisa de mim!
_ Porquê?
_ Porque eu sou a sua alegria, a sua beleza, a sua inocência e a sua pureza infantil!!! E você é só o seu ego!

Fiquei sem palavras, mais uma vez. O melhor mesmo era calar-me.
Depois de um tempo com o silêncio reinando em meu quarto eu disse:
_ Diz que vai ficar tudo bem e que no final vamos ser felizes?!

sábado, 13 de março de 2010

Esperança...

As pessoas acreditam em coisa que hoje são tão banais. Elas acreditavam em amor e ,pricipalmente, no matrimonio e em uma vida a dois, no contato e na convivencia de se estar construindo algo com alguém. Mas elas não eram mais nobres por isso, eu sei, mas tinhas a tal da honra que hoje só conhecemos de nome.
Antigamente, se acreditava em Deus com uma fé diferente, e não do nosso modo capitalista de hoje. Mas as igrejas sempre manipularam sim, isso é fato. Mas a crença é importante também. Hoje cuidamos somente do corpo, da nossa capa, mas esquecemos da nossa alma.
Será que a evolução é isso?
nos tornamos céticos por que não há esperança, nem de um mundo melhor, nem de dias melhores e, muito menos, de sermos melhores uns com os outros.
hoje em dia, é tanta informação passada que não sabemos mais o que é verdade ou se é que existe uma só. Aprendemos simplesmente a negar, a não acreditar, a duvidar e a ficar em cima do muro pra tudo por que não há esperança, porque ela, deve estar perdida em algum lugar bem longe.
É mais facil assim, buscamos segurança e um jeito mais facil de se viver.

E essa maravilha toda de século XXI é pura enganação. Esse não é o meu lugar, aqui eles me fazem chorar, e não é daqueles choros bons, não me lava a alma, só me deixa mais preocupado, aflito, arrasado.
Me faz sentir se devo ter esperança.
Me faz perder a esperança.
Me faz ter medo de viver... E eu tenho que conviver com isso, porque eu não quero segurança. Eu quero passar por coisas malucas todos os dias, eu quero sonhar mais e esquecer que sou um lixo capitalista.

Eu quero mais, porque é isso que me faz sentir vivo!!!

Num cômodo qualquer

Acho que a questão do comodismo não é nenhum pouco cômoda.

Gostaria de sumir de vez em quando se fosse possivel!

Por mais material genético

O sistemas produz ansiedade em massa, para as pessoas jovens e para crianças frustradas com a loucura do dia a dia.
Produzem remédios para as proprias doenças que eles mesmo nos causam, produzem sofrimento e competição.
Shoppings lotados.

Não era isso que eu queria...
Eu queria mais...
Não só material, mas também o humano.

ORGANICO!!!

Um certo alguém que (ainda) não sumiu!

É de manha, todos passam e a vida também. Mas é sempre bom saber que, mesmo longe, existem pessoas pensando em você em todas as manhãs...
Ou pelo menos nessa!!!