domingo, 28 de março de 2010

Palavras de um alemão pessimista

Para viver sozinho, é preciso ser um animal ou um deus.
Ou pode ser também que seja um filho seu?
Ser sábio é ser perfeito?
A sabedoria traz o limite do conhecimento...

O homem é um erro de Deus?
Ou Deus um erro do homem?
Você é mesmo diferente?
Ou segue os mais fortes?

O que não me mata torna-me mais forte.
Feridas de guerras não trazem a morte...
A verdade é um atentado ao pudor
Ninguém a ouve fingindo não ver...

Que nessa vida ninguém vai saber
O que é real... o que você vê...
Tudo aqui é real
Só o mundo que não é...

Desconfio dos sistemáticos e me afasto de seus caminhos.
A vontade de sistema é uma falta retidão.
Há um ódio à mentira que nasce de uma ilusão
Há um ódio à covardia que nasce da ascensão.

O homem é um erro de Deus?
Ou Deus um erro do homem?
Você é mesmo diferente?
Ou segue os mais fortes?

Vivemos pra poder morrer (?)

Quero morrer num orgasmo para poder me entender
Juntar os seus pedaços que me convencem a dizer
O que você quer de mim
VIVEMOS PRA PODER MORRER

A boas novas vão chegar os dias não vão mais voltar
Ou quem sabe vamos dizer que vencemos
E quando o dia terminar vamos dormir e então sonhar
Depois dizer se nos conhecemos
E nada irá me abalar e nem ao menos os seus ideais
Que não pode mais persuadir
E quando o dia amanhecer vamos ler todos jornais
Com as coisas mais banais de se ouvir

E há aqueles que o digam
Que vão por que está frio
Mas não está!
E há aqueles que zombam
Zombam de quem não viu
Se libertar!

Vendemos liberdade para quem quiser comprar
E não há nada que me faça acreditar
Quem quiser sorrir... Dê dinheiro em minhas mãos
E não há nada que não tenha que pagar
VIVEMOS PRA QUÊ?
Se temos que continuar e pelas cinzas vamos nos encontrar
Encontrar por que?
Uma solução para viver se depois vamos falhar...

A morte e a glória

Dizem que a morte não é o fim
Mas ninguém sabe se é mesmo assim

Algumas pessoas são
Ingratas por estarem vivas
E ficam brincando de sofrer
Mas olha só, ninguém acredita!

E ainda dizem que se matar é legal
Mas elas não sabem que também não estão vivas
E ficam dizendo que tudo aqui é banal
E ficam esperando energias positivas
Pobre dos homens que só sabem se humilhar
Seu pessimismo chama crítica construtiva
E só de pensar que você quer se governar
Tudo apenas pela glória?

Faça valer a pena!!!

Hoje estamos bem porque não sabemos do final
E achamos que tudo vai durar pra sempre
Hoje estou bem porque não sei se tudo é sempre igual
E eu não sei mais o que se passa em minha mente

Mas viva o agora hoje
Não perca tempo com coisas vãs
Que o passado já se foi
Será um novo dia a cada manhã

Não fique só recordando
Ninguém vive de ilusão
Não fique apenas esperando
Sua vida te dar a mão
Não siga todas as regras
Elas foram feitas para quebrar
Não viva sobre duas rédeas
E não espere ninguém te segurar

Boas Maneiras

Seu pai sempre falou pra ser um bom menino
Mesmo que isto lhe custasse sua vida
Seu pai falou de suas histórias como professor
Também falou de sua vida sofrida
Seu um filho um prodígio e seu pai seu protetor
Ele só ia da casa pra escola
Todos falavam que seu filho era o melhor
Só que ele não sabia do que ia acontecer

Na sua infância sempre teve que se comportar
Livros e livros tinha que estudar
Não podia nem se mexer também não podia falar
Boas maneiras tinha que mostrar
E na escola o seu pai um dia ouviu dizer
“O melhor amigo de seu filho é você”
Todo o esforço de José, pai protetor.
Que não queria ver o seu filho chorar

Depois de um tempo ele cresceu e já queria se rebelar
Contra aquele mundo que só fez ele chorar
Quando seu pai morreu depois de tanto se orgulhar
Pena que isso só fez ele mudar

18 anos e sozinho na vida
Ele não queria mais estudar
De saco cheio pro mundo que só lhe dava dor
Resolveu se entregar...Até quando agüentar...Resolveu então vagar pelo mundo!!!

sexta-feira, 26 de março de 2010

Entre terras distantes III...

(Ele chegando de viajem)

Chegando ao Hotel Plaza, não pela primeira vez.
As lembranças invadem o quarto assim como um amor repentino, uma paixão casual. Seu rosto é a unica prova de suas lembranças e daquela cidade que parecia estar perdido, mas era lá que ele se encontrava. Com uma busca de viver o escrito no livro, em que é autor (e profeta) da própria estória, e desilusão!
Na mesa, está uma garrafa de café velho e um queijo fedorento com uma faca suja ou mau lavada... Tudo parece esta do mesmo jeito, como quando voltou pra São Paulo. É como se ele tivesse duas vidas em um só corpo, porém, em dois lugares diferentes. E uma, pausa e deixa tudo intacto à espera do seu turno pra poder viver novamente.
Mas em casa, ele sabia que, sua esposa o aguardava ansiosamente de braços abertos. Ou pernas, enfim. Era uma relação comum e carnal apenas, não havia juras nem delícias. A frieza como ela o deixava ser conduzida por ele, era desencantador.
Ele queria mais simplicidade, compaixão... Sensibilidade!

Queria o seu sol... Outra vez!!!

Estopim!

Então ele me disse:
_ Mas eu não quero morrer!!
_ E quem disse que vai?! Só preciso de um tempo pra cuidar um pouco mais de mim...
_ Mas eu também sou você!!
_ Não desde o começo.
_ No começo nem você sabia o que era...
_ Eu era eu, e pronto!
_ Mas e amanhã?
_ Amanhã você entra comigo pela ultima vez. Depois disso, estará livre para ser o que quiser.
_ Mas eu não quero estar livre, não saberia o que fazer se estivesse mesmo, eu preciso de você, do seu corpo...
_ Precisa de mim ou do meu corpo?
_ Do seu corpo... Você é que precisa de mim!
_ Porquê?
_ Porque eu sou a sua alegria, a sua beleza, a sua inocência e a sua pureza infantil!!! E você é só o seu ego!

Fiquei sem palavras, mais uma vez. O melhor mesmo era calar-me.
Depois de um tempo com o silêncio reinando em meu quarto eu disse:
_ Diz que vai ficar tudo bem e que no final vamos ser felizes?!

sábado, 13 de março de 2010

Esperança...

As pessoas acreditam em coisa que hoje são tão banais. Elas acreditavam em amor e ,pricipalmente, no matrimonio e em uma vida a dois, no contato e na convivencia de se estar construindo algo com alguém. Mas elas não eram mais nobres por isso, eu sei, mas tinhas a tal da honra que hoje só conhecemos de nome.
Antigamente, se acreditava em Deus com uma fé diferente, e não do nosso modo capitalista de hoje. Mas as igrejas sempre manipularam sim, isso é fato. Mas a crença é importante também. Hoje cuidamos somente do corpo, da nossa capa, mas esquecemos da nossa alma.
Será que a evolução é isso?
nos tornamos céticos por que não há esperança, nem de um mundo melhor, nem de dias melhores e, muito menos, de sermos melhores uns com os outros.
hoje em dia, é tanta informação passada que não sabemos mais o que é verdade ou se é que existe uma só. Aprendemos simplesmente a negar, a não acreditar, a duvidar e a ficar em cima do muro pra tudo por que não há esperança, porque ela, deve estar perdida em algum lugar bem longe.
É mais facil assim, buscamos segurança e um jeito mais facil de se viver.

E essa maravilha toda de século XXI é pura enganação. Esse não é o meu lugar, aqui eles me fazem chorar, e não é daqueles choros bons, não me lava a alma, só me deixa mais preocupado, aflito, arrasado.
Me faz sentir se devo ter esperança.
Me faz perder a esperança.
Me faz ter medo de viver... E eu tenho que conviver com isso, porque eu não quero segurança. Eu quero passar por coisas malucas todos os dias, eu quero sonhar mais e esquecer que sou um lixo capitalista.

Eu quero mais, porque é isso que me faz sentir vivo!!!

Num cômodo qualquer

Acho que a questão do comodismo não é nenhum pouco cômoda.

Gostaria de sumir de vez em quando se fosse possivel!

Por mais material genético

O sistemas produz ansiedade em massa, para as pessoas jovens e para crianças frustradas com a loucura do dia a dia.
Produzem remédios para as proprias doenças que eles mesmo nos causam, produzem sofrimento e competição.
Shoppings lotados.

Não era isso que eu queria...
Eu queria mais...
Não só material, mas também o humano.

ORGANICO!!!

Um certo alguém que (ainda) não sumiu!

É de manha, todos passam e a vida também. Mas é sempre bom saber que, mesmo longe, existem pessoas pensando em você em todas as manhãs...
Ou pelo menos nessa!!!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Aliciando-se

Era uma viajem...
As crianças viajam sozinhas em seus países imaginarios. É mais do que imaginar, é curtir, aprender e surpreender. Eu estava limpo, tive que me sujar para sair de mim. Preciso visitar alice a si mesma assim como eu sou também.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Ser novo denovo!

Já faz dez dias que não escrevia nada, minha cabeça anda muito vazia ultimamente. Estou pensando em contratar alguém para escrever por mim, já que os "meus" pensamentos nunca pude chamar de meu mesmo. É tudo informação passada de geração em geração até chegar de uma forma massiva na minha oca cabeça.

Estou com saudade de quando era jovem e sonhava em viajar o mundo conhecer gente nova, e velhas também, afinal, eles são sabios por isso
Um dia, jurei aos meus amigos que nunca me massificaria e iria me tornar um:
idiota, neurotico, compulsivo, estressado e consumista; visto que todo o mundo que cresce e se torna adulto, se transforma em algum desses. Ou todos.

Eu jurei ser livre!
Eu jurei gostar de algo, eu jurei gostar de alguem pra vida inteira.
Eu queria correr perigo todos os dias, porque isso sim é que é estar vivo.
Eu gostava da chuva, das pessoas, de barulho. Barulho não, MÚSICA!
Eu não pensava em me divertir, eu me divertia de verdade.
No final das contas eu não fui livre, e tambem nunca vou ser.
Só queria ser jovem de novo.

Hoje eu descobri que sou jovem ainda, pelo menos meu corpo. Na verdade, o nivel de chatisse não deveria ser medido em anos, nem comparado a idade. Muito menos associado aos velhos, conheço tanto velhinho batuta que dá gosto de ver, e, enquanto alguns trintões já se sentem no auge da decadencia e prestes a morrem logo mais.

Acho que posso ser jovem de novo. De espirito também!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Circo...

Sim, senhor Messiê!
Não, senhor Messiê!

E foi assim...

Num pequeno átimo de silencio e um olhar que constrangia até os mais preparados e donos de si, surge o senhor Messiê ao som das palmas ao qual fomos obrigados à saudá-lo dessa maneira.

Injusto e opressivo.

Diz que vai ficar tudo bem...

Hoje começaram a medir o tempo... de novo.

Nada fora do cotidiano, mas se me pergutarem do que eu gosto, eu gosto do ridiculo do exagero e do amarelo. e diga ao criticos que gosto de poesi sim, e eles que não se atrevam a tocar na unica coisa que tenho mas não possuo de fato.

O ter é passageiro, o ser é pra sempre?
Depois eles falam do ser, não conseguem nem ter, coitados. Sugiro que passem despercebidos pelas portas abertas para o mundo de dentro, é a chave para o sucesso, a solução de que procuro... procurava, não sei.

Acho que não sou dessa cidade e nem desse lugar. Talvez eu seja do fundo do mar, e meu nome deveria ser "Omar" ou, " Nofundodele", quem sabe não poderia sair por ai com varios nomes matirimos.
Se não fosse o medo de altura eu queria voar tambem, ou ter asas. O simples saber que posso voar ja me aliviaria um pouco por dentro.

Quero voar mas não consigo
Quero nadar mas nada é pra mim
Quero surfar mas não o faço
Quero correr mas logo desisto
Queria estudar mas não tenho saco
Quero fazer mas não tenho capricho
Quero namorar mas não sei ser fiel
Eu quero viver mas o mundo é cruel.

Pasmem!!! É ilusão
morte...

ou
qualquer coisa engraçada de sofrer

e repito...
Os homens ainda não dominaram o relógio. Muito menos o tempo.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Banalogia

E pensar que foi ontem que eu achava ter muita história pra contar, e agora que tenho... Não preciso dizer nada, tudo que faço já fala por mim. Não preciso mais segurar uma imagem pra me manter com amigos, não preciso ser o mais temido para ser o mais respeitado, não preciso de regras para andar na linha, não preciso ser o mais rico para ser o mais feliz.

Eu não sou alguém que simplesmente deixa acontecer
Mas sim, o que planeja as coisas naturalmente.
Não sou alguém que precisa quase morrer para se sentir vivo
Mas sim, o que vive e agradece por isso.
Não sou alguém que espera a felicidade
Reclamando de tudo e de todos como se o mundo fosse culpado
Não sou alguém que procura por um amor
Mas sim o que espera ele me encontrar

Sou alguém que detesta falar de si mesmo
Por um simples motivo:
Eu não iria ser totalmente sincero
Iria manipular os fatos com certeza
É o que acontece quando se tem muita coisa para falar
A gente esconde as partes ruins, e contamos apenas o que aprendemos com elas.
Como as pessoas aprendem coisas boas sem terem feito nada de ruim?
Eu acho impossível...

Ninguém gosta de falar a verdade quando se trata de falar de si mesmo.
Todos escondem ao máximo, os seus medos, algumas de suas vontades que não poderiam ser reveladas, suas experiências que as condenariam para sempre, enfim temos medo que todo nosso passado venham a nos perturbar de novo.
Não seria mais simples que todos compartilhassem nossos defeitos?
Assim com certeza, nós nos conheceríamos melhor e não ficaríamos julgando todo mundo como se fossemos os donos da verdade.
Mas parece que ninguém está a fim de ouvir o próximo não é verdade?
Cada um só quer falar de si mesmo, não para dialogar, mas sim, para contar vantagens uns sobre os outros em uma competição em que vence quem for o mais mentiroso.

escrita em 20 de novembro de 2007

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Título com Nome

Voltei do trabalho e fui correndo pegar o onibus. Estava calor e queria chegar em casa e ficar o resto do dia na piscina. Definitivamente não fui feito para o calor, pois, por mais que tiramos toda a roupa possível, ainda estaremos derretendo, suando e cheirando suor. Amo o frio por isso. É só colocar algumas blusas, fazer algum exercício, um banho quente ou algo do tipo que estaremos bem.

Não estou aqui pra falar do calor e do quanto eu suei aquele dia. Não. Estou aqui pra falar de uma coisa incrível também, meu resgate ao passado.

No começo do dia, indo para o trabalho, encontrei uma amiga dos tempos da escola e que não via há anos, foi incrível. Isso tudo já seria uma prévia do que viria no decorrer da data.

O melhor mesmo foi a volta, no mesmo onibus.

Uma garota. 10 anos depois. Casada. Me reconheceu. Cumprimento-a (pensei). Um olhar. Uma pena...
(Desci)

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Descasos...

"Olhe para mim doutor. Me fale agora, como que faço pra ter de volta a esperança, de volta tudo que planejei, de volta, eu sei, tudo que eu não escutei?
 A minha vida sempre foi assim...
Desempregado, sujo. Mas muito obrigado por ter me dado essa chance de poder trabalhar."

"Eu procurei a vida toda por meus pais."

"Tem gente que não sabe amar mesmo. Mas não ligue não meu Deus, os jovens são assim mesmo, impulsivos, eu só peço ajuda pra minha filha Roberta... Ela disse que se ela não pode te-lo, ninguem mais terá..."

"Meu querido pai, eu sei que não sou quem você queria, mas quero que me aceite assim como eu sou. Por favor pai, Marcos é um cara legal, e ele gosta de mim. É só amor e mais nada"

"E no fim a minha mãe casou com o infeliz que me abusou. Mas não tem problema não, eu dei um jeito e chamei a policia."

"AIDS. (abaixa o rosto, olha para o chão). (levanta o rosto de novo, encara-o no olho) É melhor você fazer também.

"Mamãe! Como é um arco-iris?... 7 cores? ... Mamãe! O que são cores? Eu preciso enxergar pra saber o que é?

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Os finge dores

Acho que essa é a primeira vez que escrevo diretamente pra alguém e sem usar duplo sentido ou coisa do tipo.
Escrevo esse tópico interrompendo minhas histórias que é pra confessar uma coisa de muita importância, a obviedade do subliminar e do duplo sentido. Se uma frase, ou não, tem mais de um sentido, ficará muito mais fácil a compreensão da escrita, já que a interpretação é livre pra entender o que quiser, quando quiser e até mesmo se vocês quiserem. A grande piada dessa história toda, é escrever alguma coisa sem sentido, ou não, e que mesmo assim faça as pessoas refletirem sobre aquilo, e gostarem da ideia que foi mostrada na história. Isso quando há historia. Uma grande mentira. O melhor de tudo é quando o leitor não entende de fato tudo o que o autor queria, essa é a maior vitória, pois os poetas querem ser pessoas ocultas e diferentes da sociedade, com uma lógica não lógica da ordem dos fatos, e com uma competência acima da média dos demais, como se eles fossem pessoas secretas de alguma ordem de doutrina secreta que regem pelas coisas secretas que guardam todos segredos ocultos e secretos.

Os poetas não são seres civilizados, já dizia o poeta! O poeta, mesmo que verdadeiro, é um fingidor.
Fingem de tal maneira que chega a ser de verdade. É uma mentira escrita com tanta verdade, que até mudam a ordem lógica das coisas.

Fazer poesia, é para os loucos, para os vagabundos, para os desvirtuados e marginalizados, dizem as boas línguas.
Boas línguas e que falam demais (falam, falam, mas nunca dizem nada).

E eu, nem poeta e nem boa língua, tento ser membro dessa grande sociedade secreta cheio de segredos ocultos de que tanto falam. O poeta é um fingidor, mas eu gosto de ser poeta. O poeta é um finge DOR.

 FILHO DA PUTA DE POETA!!!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Entre terras distantes II

Queria eu, falar de coisas mais simples. Como a história de um homem que se perdeu numa terra distante graças a um acaso, ou destino, o que no fim é a mesma coisa. E foi nesse acaso, ou destino, que ele aprendeu com muita destreza o sotaque daquela terra amante, aprendeu com tanta vontade que quando falava parecia outra pessoa de um outro lugar. Não parecia mais aquele paulista quieto e introvertido que era, poucas palavras e tudo o mais. Paulista de sangue mas com o coração de outro estado, ele era outro. Quando falava, falava além da conta, começou a ficar simpatico com a jeito cantado de falar. Às vezes começava uma frase e terminava o resto cantando, era simples, e também diminuia as palavras no meio, induzindo metade da frase e terminando com alguma expressão local. uai.

Era quase um poliglota, mas ao invés de línguas, eram dois sotaques que ele falava com perfeição!!