sexta-feira, 30 de março de 2012

Laranja...

O suco estraído de uma paixão repentina partiu o peito e, agora, os cabelos ruivos esvoaçavam num peito amarelo machucado de uma cica.atriz recente...

O coração que bate eternamente nas cores frias se aventura, então, no calor de braços e olhos ou pescoços vermelhos dilaceradas pelas bocas que tem, e muito, o que falar. Mas nada de promessas, anseios ou afins. Não! Agora, o coração, que prega esperança, deseja-se compartilhar o novo, ou o velho vivido em ambiente sonhadores de outros fins. Agora! O desejo é o que embala o ritmo da música tocada as pressas para ninguem ver ou saber, sem saber que o obvio das coisas explica mais que muita coisa junta!

O bagaço de uma fruta verde madurou e colhe os frutos da idade, que não passou, e se delicia no gosto doce do novo.

A criança que muitas vezes roubava as frutas do vizinho, por ter um sabor de proibido, agora era obrigada a ser invadida pelo gosto delicioso de uma fruta ainda nova e desconhecida em plena estiagem de inverno rigoroso que congelava-o. O menino, acostumado com raridades, e sempre fechado ao novo, e assustador, linear modo de vida das cores frias tinha se corrompido ao calor de abraços confortáveis e amistosos, que acabaram por ser muito convenientes em dias de chuva como aquele.

Hoje ele guarda a chuva com carinho, pois sabe que dela fertilizou a semente que sempre procurava... A paixão!

Laranja na mesa...

Bendita arvore que me pariu...

quarta-feira, 28 de março de 2012

Era pra ter sido um encontro, mas as circunstancias os levaram a outro ambiente, habitado por ressentimentos e magoas passadas, porém, as mágoas do presente, e que pertenciam às outras fases do relacionamento atual dela eram maiores e rapidamente o beijo foi cedido.
Parece loucura se apaixonar com um beijo, mas se forem levar em consideração os beijos cedidos de outrora e os amassos dados em muitas madrugadas por ai a fora, se apaixonar desse jeito por um único beijo, era mesmo idiota ou tarde demais.
Agora é tarde demais, ela dizia enquanto o beijava, meu casamento já está marcado e eu não posso ceder agora, repetia ela que sempre fora louca por ele. E ele, que achava ela muito normal e até tediosa com sua felicidade irritante, percebeu o quanto fora tolo ao se apaixonar por um beijo passado, visto que ele sempre a desejou, porem havia algo que o impedia de se apaixonar por ela. Mas agora não, agora ele havia entendido.

Só que agora é tarde demais!

sexta-feira, 23 de março de 2012

Sobre passos e andares

Andava pela mesma calçada da qual pisara com orgulho sempre, mas agora não. Mas de certa forma sim, porque sorriu mesmo quando o coração apertava e o no na garganta era insistentemente implorado a ser engolido mas sem sucesso...

Era mesmo audivel que os passos que antes cortavam aquelas avenidas em plena madrugada de uma forma firme e enrusbescida, agora estavam leves em pluma e podiam alcançar os ceus em qualquer minuto.

Sobre o Mar entre a Represa


Vai! Pode passar eu disse, é só não olhar pro lado. E repetia isso incessantemente pra ver se eu conseguia convencer a mim mesmo de minhas palavras, agora cheias de confiança de si.

Eu também tenho medo de altura, mas sempre encarei o fardo de meus temores olhando para o outro lado ou apenas ignorando a presença do incomodo de se estar vulneravel em meio a tantos problemas.

Ela parou, esperou. Esperou mais um pouco e seguiu, olhando pra frente como quem enfrenta os proprios medos de cabeça erguida e eu, rindo daquela situação pitoresca me divertindo com a angustia dos outros. A risada que saia sadica e irritante surgia de dentro como um grito desesperado de querer ajudar um amigo em apuros e a minha unica reação era essa, segurar o riso por fora e torcer muito por dentro.

Hoje posso dizer com toda certeza que estou lá no meio disso tudo tentando entender por que parei de olhar para os lados e para o perigo...

Acho que estou prestes a nadar sem medo...

Canto de um canto qualquer

"Todo dia o sol levanta e a gente canta o sol de todo dia.
Fim da tarde a terra cora, e a gente chora porque é fim da tarde..."

Devo confessar a você que ando sem inspiração nesses ultimos tempos, alguns disseram que é a maturidade chegando,
outros ainda dizem que não. Eu já não sei o que eu posso esperar de mim. Parece que acordei de um sonho, e quando me
deparei com a realidade, ela me castigou me suspendendo de sonhar. Mas devo confessar que ainda sonho...

Noite

Fios que prendem na linha da água de um céu azul estrelado, porém ainda de dia, nos fazem soltar o corpo em direção ao movimento esvoaçante do vento em direção as estrelas.
É fim de tarde em seu apartamento, quando ele, enfim, percebeu a existência da luz divina que habita as noites claras de um outono conturbado e violento da cidade. O recomeço é uma chama insólita que queima os corações virgens daquele que por ventura se arriscou a saltar sem paraquedas a uma altura certeira de fim.

É quase noite quando este homem, incerto, percebe o silencio ecoando lá do alto encontrando o chão caótico e barulhento das nuvens de carros.

É quase certo que este homem se envolva esta noite com uma mulher casada e dividirá suas esperanças com alguém tão desesperado quanto ele. O fato será televisionado na manhã seguinte com uma noticia de assassinato na banheira de um motel barato e sujo e estancará a esperança de um marido engasgado no sofá da sala com um pão velho, amanhecido e duro nas mãos, comprado pelas mãos da esposa que agora aparecia ali na TV, velha, dura e amanhecida.

Será manhã quando o dia terminará pra todos!

sábado, 17 de março de 2012

Em terra de lama, quem tem asa é rei

E o equilibrista que perdeu o equilibrio, aprendeu a voar alto sem asas, e num capote, que parecia a hipocrisia aberta e brochada da epiderme central de um nucleo vazio de exposições cediam aquela criatura o nome do vento que batia aos braços...

Entao o vento, numa espiral, refletiu-se duas asas ao qual nao me lembro a forma, encontrou as costas do desequilibrado a planou sobre um circo vazio e fedido!!!

Em terra de lama, quem tem asa é rei!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Algo parecido com liberdade!

E elas pensam que sabem de tudo...
Enquanto as observo andando de bicicleta como se estivessem fugindo de algo!
O vento no rosto, eu de longe conseguia imaginar!
(Aqueles que lá estavam achavam-se os donos da razão e mal percebiam, se quer, a presença da sujeira entre eles, do mundo)

E o menino, que tem necessidade de agradar. "Meu amor disse qu vai fazer almoço pra mim", ele estava todo feliz, de forma que eu tambem fiquei e de certa forma me senti vulneravel a paixao!

Mas nada que não passasse de um bando de gente que pensa que sabe do mundo...

Menos o menino, que gosta de agradar... Ele gosta de proporcionar pros outros o que julga importante!
E a sensação de liberdade que embarassava o meu cabelo de quem nem lembrava onde estava!

Eu fiquei extremamente nervoso, daquele nervosismo de ansiedade, eu me refiro.
Lidar com o ser humano é complicado porque alguns pensam que são super humanos e se esquecem de tirar algumas fantasias da cabeça. Eu tenho, de longe, pena.

Se é que voces me entendem?

Mas hoje não, hoje foi um casal em sintonia, um rapaz curioso e interessado e uma mulher, e mãe, preocupada. Achei tudo aquilo confuso, por mais simples!

Acho que alguma coisa mudou!

Precisava dizer que essa relatividade toda de espaço, tempo e pessoas é bem curiosa se visto de longe...

Algo parecido com liberdade!

sábado, 21 de janeiro de 2012

Sobre Estar no Chão Voando Alto

Deve ser dificil para um garoto de 10 anos subir e descer escadas.
Então ele subiu, ou eu mesmo. O medo de se prender em algo veio da infância e enfrentar elevadores tem sido dificil até então, até hoje, alias.

O primeiro andar foi facil, 30 escadas correndo, pulando a cada dois e, as vezes, tres degraus (ou "degrais", como eu falava enquanto corria subindo).
As proximas sessenta foram faceis também, mas demoraram um pouco mais em relação a anterior. E assim foi, num grafico continuo, diminuindo o ritmo a cada degrau rumo ao topo, mas o objetivo estava longe de se alcançar. Então olhou pra cima, o coração disparou e a segurança (ou o segurança, nunca soube se era homem ou mulher) não estava ali onde sempre fica.

A porta estava entreaberta, ou pelo menos destrancada e, enfim, havia decidido enfrentar o meu maior medo até então, a altura!

A sensação de estar no topo do mundo deve ser a mesma, pensei. E o vento que batia forte, levava o coração ao delirio de se experimentar o gosto de ceu que ele trazia, junto com o cheiro de mar que imaginava ser uma boa combinação.

Depois desse dia eu jurei ser livre a vida toda...

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Silêncio

Posso chorar desde que não me cale.
Posso sorrir desde que meus olhos brilhem.
Posso me emocionar desde que meu coração esteja junto.
A violência causa silêncio...
O que está pensando?
É apenas mais um.
O que está pensando?
Eles estão chorando.
O que está pensando?
Estão lutando.
A quem estamos enganando?
Posso te entender desde que finja estar comigo.
Posso te iluminar desde que esteja verdadeiro.
Posso te surpreender desde que se decepcione.
O que está pensando?
Não se poderia vê-los viver.
Posso te fazer pensar desde que seja livre.
Posso te enlouquecer desde que se torne realidade.
O que está pensando?
O que está pensando?
A quem estamos enganando?
O que está pensando?
A quem estamos enganando?
Posso te orgulhar desde que olhe ao redor.
Posso te matar desde que não saiba reagir.
Posso te respeitar desde que não tire minha garra.
A que estamos enganando?
O que está pensando?


MSD

terça-feira, 1 de novembro de 2011

"Porque ninguem vive apenas pra si e ninguem morre pra si..."

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Corações avulsos

Eram dois da mais pura beleza e pureza que só a nobreza dos olhos claros podiam oferecer. Eram claros, límpidos. Mas não eram transparentes, porque afinal de contas, ninguem é mesmo.

Era apenas mais um casal bonito,
sei disto por que os vi num dia de chuva,
um casal bonito...
Só sei disto porque os vi num dia de chuva e frio e apenas isso

E me fui...

Penny...

Com o entusiasmo em suas mãos ela sorri, e assim que abre suas mãos, o sol volta ao seu lugar no céu para clarear o dia e refletir no lago a felicidade das relações internacionais que dominam o mundo das fantasias de todos nós. Assim como uma canção longinqua de um tempo não tão distante mas ainda se faz presente graças a nostalgia de todo dia que nós, meros mortais, saudamos o sol com alegria nos olhos e a completa felicidade humana.

Penny lane or penny lake...

She`s anyway, somewere, somebody tell me please.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

A ultima viagem

Era pela distancia que diminua a cada dia que eu pedalava mais um pouco. Quando eu vi, estava num lugar tão longe, que eu demoraria o mesmo tempo que o sol demoraria para atressar o céu de ponta a ponta. Eu chegaria a noite em casa e a minha bicicleta seria confiscada pelos pais que não entenderiam muito bem o fato de o filho mais novo estar se aventurando cada vez mais longe em bairros vizinhos.

Depois desse dia eu perderia a minha bicicleta pra sempre...

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Cloreta Só

Vomitaram em seu corpo, durante o sono, todo aquele vinho torpe e azedo do qual eu também bebera. E eu ainda a escutaria gritando e chorando na sala de vidro, tentando, provavelmente se livrar daquele vinagre no corpo. Eu não imaginaria que ela, justamente ela, teria apagado da memória o gosto daquele tinto vinho.

O vinho, que agora não passava de vinagre azedo batido pelos estômagos de todos os que acusavam-na em seu aniversário, sofria e esvaiando-se-ia junto com o lodo de palavras amanhecidas, enquanto descia pela pia.

E assim o vinagre, que era vinho tinto, se transformou em água salgada!

Vontade...

Tenho vontades de um monstro!
Um monstro que devora vontades assim como as vontades que nos devoram...

Eu lembro quando a minha poesia era marcada e regrada de acordo com a estética predominante, não fazendo questão do conteudo como forma da expressão. As formas usadas eram rimas e linhas contabilizadas em ordem e não palavras pesadas de solidão...

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Uma Ação Conveniente...

Sempre que vou àquele posto, saio de lá abastecido de pequenas historias ou de verdadeiras figuras, que poderiam ser, praticamente, personagens de ficções ou romances. Enfim, pois não foi o posto desta vez, foi a loja de conveniencia do posto que aquela mãe entrou com o filho e algumas sacolas, enquanto eu folheava algumas revistas na seção especifica.
A mãe, segurando-o pelos dois braços, ordenou, com muita agressividade, que o menino ficasse esperando ela ali na porta enquanto ia fazer alguma coisa (que eu não ouvi pois, bem enssa hora, vi uma mulher conhecida de lingerie na revista). Mas me chamou a atenção a agressividade e o jeito hostil da mãe falar com o menino. Mais um pouco e ela arranca o seu braço!
Olhamos pro menino (o Claudio sempre está comigo na conveniencia), e ele, num misto de espanto e meio sem jeito, sorriu pra nós e disse: "É normal! Já estou acostumado com isso!".
Mas não devia estar! Eu disse de prontidão ao garoto que parecia achar aquele ato comum aos olhos dele.
A mãe, nessa hora, estava conversando com o frentista do posto lá fora e não viu a nossa abordagem ao menino, e nem viu a nossa indignação diante de uma situação dessas.
Pagamos nosso café, (o Claudio pagou né, ele sempre faz isso por mim, ainda bem, rsrsrs) e o Claudio pegou um chocolate no caixa e jogou para o menino.
O menino agarrou o chocolate com um sorriso e olhou. Olhou pra mãe lá fora, pelo vidro, olhou pro Claudio, pra mim. Fez cara de dúvida pro chocolate e por fim nos olhou com um sorriso nos agradecendo.
_ Agora esconde senão dá problema pra você - disse Claudio.
A moça do caixa riu, e o menino, confuso, ficou estatico com o chocolate na mão. E não fique acostumado! disse, ainda, antes de sair da conveniencia logo em seguida com a revista na mão. Depois ainda olhei pra tras e o menino estava de cabeça baixa ouvindo os gritos da mãe que falava muito.

Mas as suas mãos estavam no bolso...

sábado, 6 de agosto de 2011

Desespero

Vê-la caída, também me fez cair...
Seus olhos não eram de revolta, nem cansaço nem de raiva. Alias, a sua raiva era de decepção. Após chegar no limite da decepção veio a raiva e a explodiu, e depois, caiu.

Sua mágoa encheram meus olhos de pranto e compaixão...

Gostaria de ser mais forte e confortá-la em meus braços como ela sempre fez comigo sempre que precisei, mas não, fiquei olhando-a apenas, como um filho perdido que não sabe o que fazer por nunca ter visto sua mãe chorar.

Fiquei olhando apenas...

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Não sei se deveria me importar.

Eu não entendo as peças da vida. Eu não entendo. Não sei se não presto atenção ou se pouco me importo. Talvez deveria me importar mais...
E o tempo? O tempo me deixaria me importar? Me daria espaço pra talvez expor?
Acho que nao presto atenção em tudo. E nem sei porquê.
A gente se prende a tantas coisas, a gente dá importancia à coisa pouca. Não sei ao certo o que deveriamos.
Deveriamos correr por ai sem se importar? E fazer viver. Fazer transbordar a desimportancia?
Devemos mesmo nos importar?

No escuro às claras...

A madrugada custou a passar. As noites são mais claras e os olhos, que parecem pesados de dia, não fecha. As poucas horas de sono são sem sonho!!!