Preciso realmente dizer tudo que eu vi lá fora? Neste exato momento?
Não, não me entendam mal, mas era isso mesmo que foi perguntado quando disse que havia vida lá fora!
E ninguém acreditou quando disse SIM, a vida lá fora existe e é abundante, acreditem em mim! ou não...
É facil desdenhar da vida quando não se olha mais nos olhos e nos isolamos do mundo criando o proprio universo tranquilo e seguro. Todos nós queremos segurança! É a nossa maior certeza, a unica certeza, mas eu não vim aqui pra isso. NÃO!
Não confiem muito nessa tranquilidade... Andando nas ruas eu perecebi. Abri os olhos e exerguei por alguns instantes, atortoado, milhares de universos paralelos e conflitantes em um só. Universos de egos, que mais parecem com bolhas, ou aquarios, nas ruas como se a cidade fosse mesmo um oceano.
E eu me fazendo de musgo, arrastei os meus olhos em direção aos predadores em potenciais e despreparo. Reparo que a vida existe sim.
E é tragico...
Não se brinda mais a vida com a alegria de se ser... Fechamos os olhos no cotidiano e olhamos apenas pra nos mesmos. É tragico...
quarta-feira, 30 de março de 2011
quinta-feira, 10 de março de 2011
Conto da Noite
Ela chamava de TPM, aqueles dias em que se sentia mais sensível e frágil...
Ela sempre era forte e não se abatia nem mesmo quando seus sentimentos eram provocados, pelo menos era isso o que os outros notavam.
Naquele dia, ela havia acordado em meio aos seus lençóis verdes e a pergunta lhe viera a cabeça. Sua resposta hoje era outra: "Não sei!"
Ela havia dormido com essa frase em mente, como em cenas de filme de suspense. E a pergunta de todosos dias lhe soara diferente...
Não sei... Não sei...hahahaha...Não sei...ghrrrh... Não sei... aaaaaaaaaaa...
Abria os olhos e tudo continuava como antes...
Ela tinha certeza de que tudo isso também passaria. Mas até quando!?
O fato é que algumas pessoas se eternizavam como estrelas no céu, outras tinham suas fotos publicadas com lindas declarações, ainda haviam aquelas que obtinham grandes loucuras em uma cidade qualquer e ela ganhava um "Não sei" a tempos.
Ela era única e sabia que tudo aquilo também era. Então se ridicularizava pelas comparações que ela mesma fazia.
Porém sabia que dava tudo de si e estava completamente entregue. Lhe confiou sua liberdade e seus anseios.
Sabia também que lhe haviam entregue algumas coisas nunca divididas antes.
Mas as palavras os destruiam.
Ela tremia, enquanto seu corpo suava. E a noite não passava.
Parecia um delírio febril.
Assim ela pensava em seu poeta, de quem muitas vezes se espera muito, pelo poder de surpreender em seu romantismo.
Agora ela abre novamente os olhos, e vê o céu ensolarado, os pássaros cantando, seu cachorro lambendo o seu rosto...e percebe que tudo era apenas um conto da noite... Será!? Não sei...
Ela sempre era forte e não se abatia nem mesmo quando seus sentimentos eram provocados, pelo menos era isso o que os outros notavam.
Naquele dia, ela havia acordado em meio aos seus lençóis verdes e a pergunta lhe viera a cabeça. Sua resposta hoje era outra: "Não sei!"
Ela havia dormido com essa frase em mente, como em cenas de filme de suspense. E a pergunta de todosos dias lhe soara diferente...
Não sei... Não sei...hahahaha...Não sei...ghrrrh... Não sei... aaaaaaaaaaa...
Abria os olhos e tudo continuava como antes...
Ela tinha certeza de que tudo isso também passaria. Mas até quando!?
O fato é que algumas pessoas se eternizavam como estrelas no céu, outras tinham suas fotos publicadas com lindas declarações, ainda haviam aquelas que obtinham grandes loucuras em uma cidade qualquer e ela ganhava um "Não sei" a tempos.
Ela era única e sabia que tudo aquilo também era. Então se ridicularizava pelas comparações que ela mesma fazia.
Porém sabia que dava tudo de si e estava completamente entregue. Lhe confiou sua liberdade e seus anseios.
Sabia também que lhe haviam entregue algumas coisas nunca divididas antes.
Mas as palavras os destruiam.
Ela tremia, enquanto seu corpo suava. E a noite não passava.
Parecia um delírio febril.
Assim ela pensava em seu poeta, de quem muitas vezes se espera muito, pelo poder de surpreender em seu romantismo.
Agora ela abre novamente os olhos, e vê o céu ensolarado, os pássaros cantando, seu cachorro lambendo o seu rosto...e percebe que tudo era apenas um conto da noite... Será!? Não sei...
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Ceu, Vinho, Mar e Velas!
Eu fui buscá-lo de carro e já tinha alguns planos.
Eu escolhi o vinho, queria um demi sec, mas era seco. O vinho seco combina com situações diferentes do trivial das pessoas comuns e climatiza as ocasiões.
Ele disse que o vinho não era tão bom quanto o outro que ele já tomou. Acredito que seu paladar era adocicado.
Coloquei apenas um pouco na minha taça, senti seu aroma... Ele, com a taça cheia, começou a movimentar as suas mãos, fazendo o barulho clássico do cristal.
Pensei em completar o momento em águas azuis, percebendo apenas o reflexo do anoitecer.
Mas a noite era fria e se tornava cada vez mais intensa. As estrelas não saiam. E eu tinha um lugar vazio na imensa cidade vazia de luzes e confusões.
Ameaçava chover e um banho era convidativo.
Podemos levar o vinho, eu disse.
Neste instante as luzes da cidade se apagaram, enquanto o vinho acalentava meu corpo, a água o esfriava, em meio as luzes das velas, que ele havia acabado de encontrar com a iluminação fraca dos celulares.
Eu o observava a todo instante e meus olhos lhe diziam com uma frequencia fora do comum "Eu te amo"!
Nossos corpos nus, em plena condição humana de exalar verdade juntos.
A chuva dava a musicalidade perfeita...
Podemos pegar uma champagne para acompanhar, não é mesmo?
Claro, ele disse.
Desapercebidos, as luzes se reacenderam, mas continuavamos nos olhando e amando...seguindo nossos outros sentidos, além da visão...
O acaso me surpreendeu e me presenteou...
Foi uma linda e insuperável noite!
Mas parando com os detalhes, gostaria de dizer que quero viver o que ainda não vivemos, superar o insuperável, dividir o indivisível e aMar o Ceu, cada vez mais perto do Mar, além do CeuMar.
Ah se ele pudesse me ouvir...
Eu escolhi o vinho, queria um demi sec, mas era seco. O vinho seco combina com situações diferentes do trivial das pessoas comuns e climatiza as ocasiões.
Ele disse que o vinho não era tão bom quanto o outro que ele já tomou. Acredito que seu paladar era adocicado.
Coloquei apenas um pouco na minha taça, senti seu aroma... Ele, com a taça cheia, começou a movimentar as suas mãos, fazendo o barulho clássico do cristal.
Pensei em completar o momento em águas azuis, percebendo apenas o reflexo do anoitecer.
Mas a noite era fria e se tornava cada vez mais intensa. As estrelas não saiam. E eu tinha um lugar vazio na imensa cidade vazia de luzes e confusões.
Ameaçava chover e um banho era convidativo.
Podemos levar o vinho, eu disse.
Neste instante as luzes da cidade se apagaram, enquanto o vinho acalentava meu corpo, a água o esfriava, em meio as luzes das velas, que ele havia acabado de encontrar com a iluminação fraca dos celulares.
Eu o observava a todo instante e meus olhos lhe diziam com uma frequencia fora do comum "Eu te amo"!
Nossos corpos nus, em plena condição humana de exalar verdade juntos.
A chuva dava a musicalidade perfeita...
Podemos pegar uma champagne para acompanhar, não é mesmo?
Claro, ele disse.
Desapercebidos, as luzes se reacenderam, mas continuavamos nos olhando e amando...seguindo nossos outros sentidos, além da visão...
O acaso me surpreendeu e me presenteou...
Foi uma linda e insuperável noite!
Mas parando com os detalhes, gostaria de dizer que quero viver o que ainda não vivemos, superar o insuperável, dividir o indivisível e aMar o Ceu, cada vez mais perto do Mar, além do CeuMar.
Ah se ele pudesse me ouvir...
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Narrativa Épica e Vinho à luz de Velas
Eu disse à ela que o vinho não era tão bom assim quanto o outro que tinha tomado. Eu ficava mexendo a taça com as mãos e cheirando como se entendesse alguma coisa de vinho. As coisas estavam diferentes do trivial das pessoas comuns, não fui buscá-la de carro e nem escolhi o vinho, ao contrario. Foi ela.
Foi ela também que tinha um lugar vazio na imensa cidade vazia de luzes e confusões em plena noite que era fria e ameaçava chover.
Entramos e eu queria um banho urgente. Pra mim é essencial o banho, os corpos nus, em plena condição humana de exalar verdade juntos. Lavando e eliminando as impurezas do dia, da cidade, que é, e sempre será, sujo e mal lavado!
Podemos levar o vinho e pegar uma champanhe pra acompanhar não é mesmo?
Claro, eu disse.
As estrelas não sairam naquela noite e a chuva convidava-nos para entrar e nos enquentarmos uns com os outros. Quem sabe assim... Ai acabou a energia da casa e não restava outra alternativa a não ser entra mesmo!
Precisamos de velas, ela disse, e com as luzes de celulares vagabundos, como o meu, saimos a procura e no escuros.
Confesso que o acaso me presenteou com a melhor noite da minha vida...
Eu paro aqui com os detalhes, mas se ela pudesse me ouvir agora, quero que saiba uma coisa:
Quero dividir o indivisivel e quero aMar o Ceu...
Foi ela também que tinha um lugar vazio na imensa cidade vazia de luzes e confusões em plena noite que era fria e ameaçava chover.
Entramos e eu queria um banho urgente. Pra mim é essencial o banho, os corpos nus, em plena condição humana de exalar verdade juntos. Lavando e eliminando as impurezas do dia, da cidade, que é, e sempre será, sujo e mal lavado!
Podemos levar o vinho e pegar uma champanhe pra acompanhar não é mesmo?
Claro, eu disse.
As estrelas não sairam naquela noite e a chuva convidava-nos para entrar e nos enquentarmos uns com os outros. Quem sabe assim... Ai acabou a energia da casa e não restava outra alternativa a não ser entra mesmo!
Precisamos de velas, ela disse, e com as luzes de celulares vagabundos, como o meu, saimos a procura e no escuros.
Confesso que o acaso me presenteou com a melhor noite da minha vida...
Eu paro aqui com os detalhes, mas se ela pudesse me ouvir agora, quero que saiba uma coisa:
Quero dividir o indivisivel e quero aMar o Ceu...
domingo, 13 de fevereiro de 2011
A Tal da Felicidade
Atendente de uma lanchonete do centro: É preciso servir bem as pessoas, assim elas se sentem bem, e eu também!
Tropeiro vendedor de queijo: Ah não, não abandono essa vida não sô! (perguntaram se ele não queria desistir de uma profissão que não ganha quase nada e porque) Eu fico pela aventura, é muito divertido!
Jogador de futebol (famoso e, ao contrario de todos os outros, inteligente e culto) : Eu entro no campo como se estivesse nas peladas com meus amigos na época em que comecei. Pra jogar futebol é preciso gostar do que você faz e se divertir com isso. Alias, pra todas as outras coisas, também!
Que força é essa que a procuramos mais do que o amor? Alias, todos os que procuram o amor, querem ser felizes nao é? Pois é, contraditório as vezes, ou não...
O que eu quero dizer, é que a felicidade, ao contrário do amor, não tem um ideal, ou mesmo, um sexo oposto (nem sempre tão oposto assim), ela tem possibilidades de enxergar a propria essencia do feliz nas coisas simples. Parece estranho! Mas não é...
Tropeiro vendedor de queijo: Ah não, não abandono essa vida não sô! (perguntaram se ele não queria desistir de uma profissão que não ganha quase nada e porque) Eu fico pela aventura, é muito divertido!
Jogador de futebol (famoso e, ao contrario de todos os outros, inteligente e culto) : Eu entro no campo como se estivesse nas peladas com meus amigos na época em que comecei. Pra jogar futebol é preciso gostar do que você faz e se divertir com isso. Alias, pra todas as outras coisas, também!
Que força é essa que a procuramos mais do que o amor? Alias, todos os que procuram o amor, querem ser felizes nao é? Pois é, contraditório as vezes, ou não...
O que eu quero dizer, é que a felicidade, ao contrário do amor, não tem um ideal, ou mesmo, um sexo oposto (nem sempre tão oposto assim), ela tem possibilidades de enxergar a propria essencia do feliz nas coisas simples. Parece estranho! Mas não é...
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Teoria do Caos (produto)
A cena se extendia com uma caminhada rumo ao passado das nostalgias da infancia. Recordar nem sempre é viver, dizia ela, isso foi ha muito tempo, é por isso que veio aqui? Cala a boca, não está tudo bem, veio aqui apenas pra reviver meus problemas e você quer que eu te fale como está tudo lindo...? Vá pro inferno!!!
Ela está morta agora...
De nada adiantou ele ir lá e dizer o quanto ela era maravilhosa. Se eu sou tão maravilhosa, ela gritou na noite em que ia se matar, por que não veio me buscar?
Em outra cena ela aparece com ele e parecem muito felizes juntos. Isso se deu ao fato de estarem juntos desde a adolescencia, mudando o passado e uma vida de abusos sexuais interrompidos. A vida é bela e linda, dizia ela!
Ela está morta agora...
De nada adiantou ele ir lá e dizer o quanto ela era maravilhosa. Se eu sou tão maravilhosa, ela gritou na noite em que ia se matar, por que não veio me buscar?
Em outra cena ela aparece com ele e parecem muito felizes juntos. Isso se deu ao fato de estarem juntos desde a adolescencia, mudando o passado e uma vida de abusos sexuais interrompidos. A vida é bela e linda, dizia ela!
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Falando em memórias
Boas memórias a cada dia. Se não escrevesse todas elas, ou as mais importantes, a minha cabeça seria apenas passado e lembranças. A vida é feita desses momentos incriveis e magicos, porem, devemos estar sempre de prontidão à novas coisas. Sempre!
Quando se trabalha fazendo o que gosta é como se não trabalhasse. Fazer o que gosta não é trabalho, é descanso; distração...
Enquanto eu, que distraio a vida em busca de boas memórias, vivo, outras pessoas reclamam de tudo e de todos mas não são capazes de seguir ao que realmente importa lá dentro. Aquilo que pulsa e grita dentro de voce em seus desejos mais intimos. É claro que é bem mais complicado que isso pois há a questão financeira que nos atrapalha tanto. Posso dizer que me sinto privilgiado por conseguir me manter com tão pouco em meu "trabalho".
Gostaria de pedir a vocês que deixassem um pouco de lado o desejo material e ir em busca do que realmente importa, se possivel...
Quando se trabalha fazendo o que gosta é como se não trabalhasse. Fazer o que gosta não é trabalho, é descanso; distração...
Enquanto eu, que distraio a vida em busca de boas memórias, vivo, outras pessoas reclamam de tudo e de todos mas não são capazes de seguir ao que realmente importa lá dentro. Aquilo que pulsa e grita dentro de voce em seus desejos mais intimos. É claro que é bem mais complicado que isso pois há a questão financeira que nos atrapalha tanto. Posso dizer que me sinto privilgiado por conseguir me manter com tão pouco em meu "trabalho".
Gostaria de pedir a vocês que deixassem um pouco de lado o desejo material e ir em busca do que realmente importa, se possivel...
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Sobre Estar Disponível
Uma coisa me chamou muito a atenção nesses ultimos tempos, disposição!
Estar disponível pras coisas é se permitir, deixar de lado a má vontade, ou o pré-conceito de uma nova aventura.
Um sonho, um riso, um amor.
Tudo isso e muito mais!
Estejamos disponíveis para um bom almoço de domingo com a família dela(e).
Esteja disponivel para entrar no ultimo minuto da partida com o seu time perdendo e ainda aproveitar um campeonato inteiro. Esteja disponivel sempre... Como no dia em que a sua mãe viajou e você precisou urgente aprender a cozinhar se não quisesse comer miojo o resto da semana. Ou no dia em que foi obrigado a fazer algo repetitivo e acobou por descobrir muitas coisas diferentes em algo tão chato, afinal, a sua mente trabalha muito quando fazemos esse tipo de trabalho.
No dia que você perdeu aquela aposta para os amigos e teve que correr pelado na chuva valeu ou não valeu a pena se dispor a isso?
E o que dizer de expor ao ridiculo? De tentar se enturmar num ambiente que não é o seu, de vestir roupas diferentes das suas?... Que tal comer e experimentar as coisas que você, não sei por que, disse pra todo mundo que não gosta? Ouvir o que as pessoas pensam pelo menos uma vez na vida? Não sei, qualquer coisa!
Estejamos disponíveis para brindar a vida!
Estar disponível pras coisas é se permitir, deixar de lado a má vontade, ou o pré-conceito de uma nova aventura.
Um sonho, um riso, um amor.
Tudo isso e muito mais!
Estejamos disponíveis para um bom almoço de domingo com a família dela(e).
Esteja disponivel para entrar no ultimo minuto da partida com o seu time perdendo e ainda aproveitar um campeonato inteiro. Esteja disponivel sempre... Como no dia em que a sua mãe viajou e você precisou urgente aprender a cozinhar se não quisesse comer miojo o resto da semana. Ou no dia em que foi obrigado a fazer algo repetitivo e acobou por descobrir muitas coisas diferentes em algo tão chato, afinal, a sua mente trabalha muito quando fazemos esse tipo de trabalho.
No dia que você perdeu aquela aposta para os amigos e teve que correr pelado na chuva valeu ou não valeu a pena se dispor a isso?
E o que dizer de expor ao ridiculo? De tentar se enturmar num ambiente que não é o seu, de vestir roupas diferentes das suas?... Que tal comer e experimentar as coisas que você, não sei por que, disse pra todo mundo que não gosta? Ouvir o que as pessoas pensam pelo menos uma vez na vida? Não sei, qualquer coisa!
Estejamos disponíveis para brindar a vida!
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
O Bom Filho à Casa Torna
Parecia que não chegava nunca. De mãos dadas, a minha vontade era puxá-la pra frente e correr para chegarmos logo. A chuva ameaçava vir mas eu pedi, com todas as minhas forças, para que o tempo colaborace comigo e me deixasse aproveitar os poucos minutos que eu teria com ela para conhecer a minha infancia e as minhas primeiras memorias da vida. Pedi com carinho e ele me atendeu quando disse, "A chuva vai esperar a gente conhece-los!".
E foi lá onde o mar encontra um rio de aguas geladas, que um dia, no passado, surgiu um menino de dentro de uma concha carregada de alegria e esperança trazendo ao mundo o ideal de felicidade. E mostrei a ela, onde nasceu e se criou em dias tempestuosos e calmos, a minha infancia!
E foi lá onde o mar encontra um rio de aguas geladas, que um dia, no passado, surgiu um menino de dentro de uma concha carregada de alegria e esperança trazendo ao mundo o ideal de felicidade. E mostrei a ela, onde nasceu e se criou em dias tempestuosos e calmos, a minha infancia!
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Da melhor maneira
Pensei primeiro em escrever algo, é claro, mas seria como se tivesse devolvendo algo ou retribuindo um presente, um lindo presente por sinal. Pensei em simplesmente dizer, assim sem mais nem menos e do nada. Comigo as coisas não são simples, o que eu queria, afinal, era tirar esse peso de dentro de mim da maneira mais bonita possível do mundo...
Estou a procura da melhor maneira de demonstrar que a amo...
Estou a procura da melhor maneira de demonstrar que a amo...
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Entre Terras Distantes (sonho)
Sem nem me dar conta eu estava diante dela depois de dois anos. E a primeira coisa que fiz questão de reparar foi a sua mão direita, notei que, agora, havia uma aliança reluzindo entre os seus dedos. Notei também, que ela usava roupas com cores menos vibrantes do que há dois anos atrás, algo entre o cinza e marrom. Os cabelos estavam negros e lisos e o seu semblante era de uma pessoa mais séria e sem tempo para brincadeiras. Aquela única marca de expressão de seu rosto havia sumido, a do sorriso. Apesar de sério ainda era encantador, afinal foi por esse mesmo rosto que me apaixonei uma vez e não me surpreenderia se me apaixonasse de novo!
Na rua, lado a lado, ficamos em silencio nos observando com muito constrangimento até que, finalmente, somos apresentados por uma amiga em comum (acaso ou destino) que foi logo dizendo:
_ Essa minha amiga veio de muito longe só pra ser advogada!
_ Juiza! Eu vou me formar para ser juiza...
A música que vinha de alguma casa noturna perto, ou em frente, estava alta o suficiente para ouvirmos da calçada.
"Mas é claro que o sol vai voltar amanhã mais uma vez, eu sei..."
Prazer. Disse com um sorriso e encarando-a nos olhos. Elas apenas sorriu desviando os olhos e fazendo um sinal de positivo com a cabeça.
Espero que o sol volte outro dia, pensei...
Na rua, lado a lado, ficamos em silencio nos observando com muito constrangimento até que, finalmente, somos apresentados por uma amiga em comum (acaso ou destino) que foi logo dizendo:
_ Essa minha amiga veio de muito longe só pra ser advogada!
_ Juiza! Eu vou me formar para ser juiza...
A música que vinha de alguma casa noturna perto, ou em frente, estava alta o suficiente para ouvirmos da calçada.
"Mas é claro que o sol vai voltar amanhã mais uma vez, eu sei..."
Prazer. Disse com um sorriso e encarando-a nos olhos. Elas apenas sorriu desviando os olhos e fazendo um sinal de positivo com a cabeça.
Espero que o sol volte outro dia, pensei...
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Sentidos tão distantes
Naquele dia eu fui bem claro, "Quero que me leve de volta contigo. Bem lá no fundo"
Quem sabe ele tenha me ouvido mas desistiu de me ajudar, de me levar até ele, no mar. Aquilo era o mar de verdade!
Os amigos que se juntaram pelos sentidos, formaram uma consciencia coletiva de uma mesma mobilidade uniforme. Um grupo corpo, com sentidos que soaram ambíguos, às vezes, mas que nunca machucaram os sentimentos alheios dos amigos, pois são os seus também!
O corpo caminhou no sentido do mar, na esperança de encontrar conforto e paz, no sentido literal da palavra. São corpos que cheiram a brisa do vento salgado, escutam o verde mar batendo nas pedras e veem que a própria vida se completa sozinha, sem a ajuda do homem. Pois as águas salgadas, sábias, esperam o momento certo de se agitar e se revoltar. Elas tem uma mãe e o mar agradece a lua todos os dia que ela aparace.
São corpos que giram, giram, giram, caem sentados na areia e mal conseguem se mover para pegar uma simples bola. Corpos que queimam fácil e ganham novos apelidos no mesmo instante. Corpos que procuram seu colchão, corpos que sentam na grama pra tomar o café da manhã, corpos que se sujam sozinhos, que suam, que cantam. Que mijam no mar, na moita, na rua e, às vezes, no banheiro. Corpos que bebem, que comem, que beijam. Corpos chatos, redondos, magrelos...
Corpos cultuados e perfeitos, corpos lipoaspirados, corpos malucos, pirados, corpos que emitem sons. Corpos que se encontram ao acaso, corpos que telefonam e corpos que se amam.
Todos eles, e muitos outros, em lugares tão distantes...
Quem sabe ele tenha me ouvido mas desistiu de me ajudar, de me levar até ele, no mar. Aquilo era o mar de verdade!
Os amigos que se juntaram pelos sentidos, formaram uma consciencia coletiva de uma mesma mobilidade uniforme. Um grupo corpo, com sentidos que soaram ambíguos, às vezes, mas que nunca machucaram os sentimentos alheios dos amigos, pois são os seus também!
O corpo caminhou no sentido do mar, na esperança de encontrar conforto e paz, no sentido literal da palavra. São corpos que cheiram a brisa do vento salgado, escutam o verde mar batendo nas pedras e veem que a própria vida se completa sozinha, sem a ajuda do homem. Pois as águas salgadas, sábias, esperam o momento certo de se agitar e se revoltar. Elas tem uma mãe e o mar agradece a lua todos os dia que ela aparace.
São corpos que giram, giram, giram, caem sentados na areia e mal conseguem se mover para pegar uma simples bola. Corpos que queimam fácil e ganham novos apelidos no mesmo instante. Corpos que procuram seu colchão, corpos que sentam na grama pra tomar o café da manhã, corpos que se sujam sozinhos, que suam, que cantam. Que mijam no mar, na moita, na rua e, às vezes, no banheiro. Corpos que bebem, que comem, que beijam. Corpos chatos, redondos, magrelos...
Corpos cultuados e perfeitos, corpos lipoaspirados, corpos malucos, pirados, corpos que emitem sons. Corpos que se encontram ao acaso, corpos que telefonam e corpos que se amam.
Todos eles, e muitos outros, em lugares tão distantes...
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Mar de Estrelas
Eu devia ter subido! Voltei com aquela sensação de que não sei se valeu a pena, apesar de tudo me mostrar o contrário... O que eu queria apenas era olhar as estrelas naquela linda noite de lua nova na companhia agradavel de uma garota que acabara de conhecer, seria perfeito! Mas não, estava trancada a porta, e não pudemos, sequer, olhar pra cima. Tinhamos que olhar atentamente para os lados para não sermos vistos, não que ela tivesse compromisso com alguém, ou até mesmo eu, não. Tinhamos que olhar para os lados para estarmos atentos com os pais, ou familiares dela, ou meu tambem.
Não fica muito bem o primo da noiva agarrando (com respeito é claro) uma parente do noivo, se não me engano é prima eu acho... Enfim, apesar da vista não ser aquelas coisas, foi legal pra mim uma experiencia nova, um suposto fracasso de olhar as estrelas para um suposto amasso no fim da festa!
Explicação? Nenhuma!
E tambem não precisa dar futuro, nunca mais vou vê-la mesmo... O importante é que ganhei uma estrela pra lembrar aquela noite, uma estrela linda!
Não fica muito bem o primo da noiva agarrando (com respeito é claro) uma parente do noivo, se não me engano é prima eu acho... Enfim, apesar da vista não ser aquelas coisas, foi legal pra mim uma experiencia nova, um suposto fracasso de olhar as estrelas para um suposto amasso no fim da festa!
Explicação? Nenhuma!
E tambem não precisa dar futuro, nunca mais vou vê-la mesmo... O importante é que ganhei uma estrela pra lembrar aquela noite, uma estrela linda!
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Guerra...
Partiram em fila, marchando numa sincronia que desafiava a gravidade do barro em que pisavam. Os soldados, atônitos com o medo de enfrentar o desconhecido que os aguardavam, faziam sinais de que, desta vez, não aguentariam a pressão de enfrentar os terríveis monstros de duas cabeças que mais uma vez ameaçavam invadir o castelo do rei e da rainha de Esparzoo.
Mas eis que surge entre os soldados, o maior e mais corajoso infante do reino. O pequeno Prícipe das montanhas amarelas, em seu cavalo dourado, com sua espada montante, faz da vida de monstros como esse temerem por suas vidas gordas e monstruosas. Ele, sozinho, seria capaz de destruir os invasores que agora estavam subindo as montanhas, mas ele ainda tinha um exercito consigo!
Infantaria, são soldados que lutam com espadas de cabo de vassoura e matam os monstros visiveis aos olhos imaginarios...
Mas eis que surge entre os soldados, o maior e mais corajoso infante do reino. O pequeno Prícipe das montanhas amarelas, em seu cavalo dourado, com sua espada montante, faz da vida de monstros como esse temerem por suas vidas gordas e monstruosas. Ele, sozinho, seria capaz de destruir os invasores que agora estavam subindo as montanhas, mas ele ainda tinha um exercito consigo!
Infantaria, são soldados que lutam com espadas de cabo de vassoura e matam os monstros visiveis aos olhos imaginarios...
sábado, 23 de outubro de 2010
06h06
Melhor do que ser acordado era acordá-la aos beijos logo de manhã, enquanto ela, ainda de bruços, se esticava depois de uma longa noite...
É claro que o fato de acordar sem camisa era um choque com o frio da manhã, o que fazia ela espirrar muito enquanto ainda durmia...
Não se apaixone por ninguém na lua minguante, espera a cheia.
Conselho de amigo!
É claro que o fato de acordar sem camisa era um choque com o frio da manhã, o que fazia ela espirrar muito enquanto ainda durmia...
Não se apaixone por ninguém na lua minguante, espera a cheia.
Conselho de amigo!
terça-feira, 5 de outubro de 2010
A poesia de estar sozinho no centro da cidade, que grita, entre todos os olhos alheios!
Insisto em cair, sem ter onde chegar
A modernidade nos fez desafiar a gravidade das coisas.
Os prédios são tão altos que alcança o nosso ego
Temos pouco tempo,
Temo o pouco tempo.
Temos pouco tempo e fazemos tudo às pressas
As mascaras são mais fortes que o corpo!
Estrada vazia,
Noite azulada
Ressurgimos das cinzas todos os dias,
Temos que sair
Temo ter que sair,
Não há saida
Mas há mais predios do que vidas
Prédios altos não me sobem a cabeça
O cheiro estimulao corpo a pedir mais,
A noite, ainda azul, se ocorre numa imensidão de conflitos...
Liberte-se!
Sinta-se bem!
Por trás do automatico ainda existe vida
Não se deixem controlados por um bando de maquinas inuteis.
Não se deixem transformados em maquinas com maquinas no cerebro
Maquinas sem coração!
Não deixa a velocidade da conexão alterar os seus sentidos,
O seu domínio.
Hoje em dia
Temos mais contas e senhas do que tempo,
Mais contatos e numeros, menos amizades...
O caos se instala em você,
Não na web!
A modernidade nos fez desafiar a gravidade das coisas.
Os prédios são tão altos que alcança o nosso ego
Temos pouco tempo,
Temo o pouco tempo.
Temos pouco tempo e fazemos tudo às pressas
As mascaras são mais fortes que o corpo!
Estrada vazia,
Noite azulada
Ressurgimos das cinzas todos os dias,
Temos que sair
Temo ter que sair,
Não há saida
Mas há mais predios do que vidas
Prédios altos não me sobem a cabeça
O cheiro estimulao corpo a pedir mais,
A noite, ainda azul, se ocorre numa imensidão de conflitos...
Liberte-se!
Sinta-se bem!
Por trás do automatico ainda existe vida
Não se deixem controlados por um bando de maquinas inuteis.
Não se deixem transformados em maquinas com maquinas no cerebro
Maquinas sem coração!
Não deixa a velocidade da conexão alterar os seus sentidos,
O seu domínio.
Hoje em dia
Temos mais contas e senhas do que tempo,
Mais contatos e numeros, menos amizades...
O caos se instala em você,
Não na web!
Chuva
A água que bate no chão
A batida do coração
O som da leveza
de um estado de espírito.
Corações partidos se
Embriagam na solidão em busca de algo real,
Palpavel.
O coração não para
Nem o tempo,
A música contínua em nossa cabeça
Reverbera o som da alma!
A batida do coração
O som da leveza
de um estado de espírito.
Corações partidos se
Embriagam na solidão em busca de algo real,
Palpavel.
O coração não para
Nem o tempo,
A música contínua em nossa cabeça
Reverbera o som da alma!
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
O primeiro ano... E o estopim!
Posso dizer com toda a certeza que o que mais me motivou nesse ultimo ano foi um Estopim!
Um ser alegre e feliz que habita os mares profundos e onde adormece um monstro...
Foi (e ainda é) uma longa caminhada para chegar onde quero, mas para todo ser que sonha, é isso mesmo...
Tenho estado tranquilo nesses ultimos tempos, tenho estado feliz tambem. A felicidade é a melhor coisa que existe. Uma vez me disseram isso e eu não acreditei, ou acreditei mas não botei muita fé, visto que eu nunca havia de ter descoberto o que era felicidade. Agora eu sei!
E é com um imenso prazer que anuncio a vocês o segredo da felicidade!!!
Ela é simples, pois não há segredo, mas tem algumas coisas...
Simplicidade, generosidade, simplicidade (de novo)...
Mas também não quero que me julguem como um cara certinho e bonzinho, desses, que parecem mais um caveleiro paladino dos jogos de RPG, não! Alias, não quero que me julguem por nada, não sou certinho e odeio as pessoas certas assim como odeio as pessoas totalmente erradas, eu gosto do equilibrio das coisas, do bem e do mal, do racional e do instintivo...
Do Impulso e do Espasmo!
Um ser alegre e feliz que habita os mares profundos e onde adormece um monstro...
Foi (e ainda é) uma longa caminhada para chegar onde quero, mas para todo ser que sonha, é isso mesmo...
Tenho estado tranquilo nesses ultimos tempos, tenho estado feliz tambem. A felicidade é a melhor coisa que existe. Uma vez me disseram isso e eu não acreditei, ou acreditei mas não botei muita fé, visto que eu nunca havia de ter descoberto o que era felicidade. Agora eu sei!
E é com um imenso prazer que anuncio a vocês o segredo da felicidade!!!
Ela é simples, pois não há segredo, mas tem algumas coisas...
Simplicidade, generosidade, simplicidade (de novo)...
Mas também não quero que me julguem como um cara certinho e bonzinho, desses, que parecem mais um caveleiro paladino dos jogos de RPG, não! Alias, não quero que me julguem por nada, não sou certinho e odeio as pessoas certas assim como odeio as pessoas totalmente erradas, eu gosto do equilibrio das coisas, do bem e do mal, do racional e do instintivo...
Do Impulso e do Espasmo!
terça-feira, 14 de setembro de 2010
IM pulso (de criança)...
Não sei como pode ser tão normal assim para uma criança dizer coisas que, para nós, seria um tanto constrangedor. Não sei como elas podem sorrir, quando na verdade elas deveriam estar chocadas nesse mundo tão estranho.
Mas elas pulsam, gritam, inspiram... E piram só de pensar que a vida deve ser uma eterna brincadeira...
Elas pintam sorrindo, desenham no ar, no chão. Fazem uma sessão multicolorida com apenas dois lapis e uma mão. Inspiram poesia num papel em branco...
E doam sorrisos... Olham nos olhos com doçura e compaixão, cumplicidade! Elas se aceitam por si só e aceitam as outras também, com a mesma naturalidade de olhar no espelho e brincar de careta.
Quem nunca olhou no espelho e fingiu ser da TV não sabe o que está perdendo!
Mas elas pulsam, gritam, inspiram... E piram só de pensar que a vida deve ser uma eterna brincadeira...
Elas pintam sorrindo, desenham no ar, no chão. Fazem uma sessão multicolorida com apenas dois lapis e uma mão. Inspiram poesia num papel em branco...
E doam sorrisos... Olham nos olhos com doçura e compaixão, cumplicidade! Elas se aceitam por si só e aceitam as outras também, com a mesma naturalidade de olhar no espelho e brincar de careta.
Quem nunca olhou no espelho e fingiu ser da TV não sabe o que está perdendo!
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
(Trabalhando em um bom título)
Há certos dias em que a nostalgia invade o dia e a memória nos arranca sorrisos tão reais, que não sabemos se estamos vivendo ou lembrando... Foi o que aconteceu comigo certa manhã.
Eu precisava tomar um rápido café e resolver tudo que tinha pra fazer logo pra ficar livre e não fazer mais nada. A maioria das lanchonetes, ou eram sujas ou estavam fechadas, então, me lembrei de uma que não ia há muito tempo. Desde o tempo da escola, faz o que, uns dois ou três anos?! Enfim, por ai...
Lá é uma lanchonetezinha (não estou sendo pejorativo) muito pequena, e cabe no máximo uns 5 clientes, e todos eles fieis a ela, e à dona. É claro que não tem apenas cinco clientes, mas não entra mais do que cinco, isso eu sei. Fui o quarto a chegar, e logo que eu cheguei, para minha surpresa, ela me reconheceu com um sorriso e me chamou pelo nome. Eu fiquei feliz, e ao mesmo tempo sem graça. Não lembrava o nome dela e muito menos sorri quando eu a vi, nem me surpreendi, ela estava idêntica ao que era, até a roupa era igual, era como tirar um pedaço da minha memória e colocá-la pra me servir um café e um pão de queijo!
Perguntou-me como estava o que fazia da vida e se ainda tocava naquela banda horrível. Perguntou-me também de uma tal Karen Bianca que eu nem lembrava mais quem era, mas pensei talvez que fosse alguma garota dos tempos da escola e que provavelmente, no fundo, eu sei quem é mas não preciso escrever aqui por que não convém!
A conversa ia muito bem quando chegou o quinto e a conversa generalizou-se de tal maneira que as duas mulheres da minha esquerda falavam de futebol, eu conversava sobre economia e política com a balconista, e, a dona e o advogado ao meu lado falavam de uma tal Karen Bianca que provavelmente eu sabia quem era mas não falei nada por que não convém. Quinto falava de política. Aposto que era vereador, falava bem da cidade, se vestia bem e falava bem com as palavras...
Estava lotado e ninguém sairia tão cedo, tava muito bom o papo...
Alguém já teve gases em lugares pequenos?!
Pois é, alguém teve essa idéia, ou não, de soltar o verbo no meio da conversa. Imediatamente, todos os cinco clientes fizeram fila para pagar o café e sair o mais rápido possível. Ninguém queria saber, apenas, sair da zona infectada. Talvez precisássemos usar nossas mascaras para disfarçar o constrangimento e fingirmos não saber quem morreu por dentro!
Talvez eles até soubessem, mas preferiram não falar porque não convinha!
Eu precisava tomar um rápido café e resolver tudo que tinha pra fazer logo pra ficar livre e não fazer mais nada. A maioria das lanchonetes, ou eram sujas ou estavam fechadas, então, me lembrei de uma que não ia há muito tempo. Desde o tempo da escola, faz o que, uns dois ou três anos?! Enfim, por ai...
Lá é uma lanchonetezinha (não estou sendo pejorativo) muito pequena, e cabe no máximo uns 5 clientes, e todos eles fieis a ela, e à dona. É claro que não tem apenas cinco clientes, mas não entra mais do que cinco, isso eu sei. Fui o quarto a chegar, e logo que eu cheguei, para minha surpresa, ela me reconheceu com um sorriso e me chamou pelo nome. Eu fiquei feliz, e ao mesmo tempo sem graça. Não lembrava o nome dela e muito menos sorri quando eu a vi, nem me surpreendi, ela estava idêntica ao que era, até a roupa era igual, era como tirar um pedaço da minha memória e colocá-la pra me servir um café e um pão de queijo!
Perguntou-me como estava o que fazia da vida e se ainda tocava naquela banda horrível. Perguntou-me também de uma tal Karen Bianca que eu nem lembrava mais quem era, mas pensei talvez que fosse alguma garota dos tempos da escola e que provavelmente, no fundo, eu sei quem é mas não preciso escrever aqui por que não convém!
A conversa ia muito bem quando chegou o quinto e a conversa generalizou-se de tal maneira que as duas mulheres da minha esquerda falavam de futebol, eu conversava sobre economia e política com a balconista, e, a dona e o advogado ao meu lado falavam de uma tal Karen Bianca que provavelmente eu sabia quem era mas não falei nada por que não convém. Quinto falava de política. Aposto que era vereador, falava bem da cidade, se vestia bem e falava bem com as palavras...
Estava lotado e ninguém sairia tão cedo, tava muito bom o papo...
Alguém já teve gases em lugares pequenos?!
Pois é, alguém teve essa idéia, ou não, de soltar o verbo no meio da conversa. Imediatamente, todos os cinco clientes fizeram fila para pagar o café e sair o mais rápido possível. Ninguém queria saber, apenas, sair da zona infectada. Talvez precisássemos usar nossas mascaras para disfarçar o constrangimento e fingirmos não saber quem morreu por dentro!
Talvez eles até soubessem, mas preferiram não falar porque não convinha!
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